Cidade do interior de SP já foi habitada por dinossauros e é possível ver fósseis

Pode parecer exagero, mas em Monte Alto, no interior de São Paulo, o chão conta histórias de milhões de anos atrás

Monte Alto não é só mais uma cidade do interior, ela é conhecida como a

Monte Alto não é só mais uma cidade do interior, ela é conhecida como a | Divulgação

Pode parecer exagero, mas em Monte Alto, no interior de São Paulo, o chão conta histórias de milhões de anos atrás. Essa cidade, com pouco mais de 50 mil habitantes, é um verdadeiro ponto de encontro entre o Brasil atual e o período dos dinossauros.

Monte Alto não é só mais uma cidade do interior, ela é conhecida como a “Terra dos Dinossauros”, título conquistado com escavações que revelaram fósseis raríssimos e até espécies que nunca haviam sido identificadas antes no planeta.

Descobrindo o passado sob os pés

Foi em 1990 que o cenário mudou para sempre. Durante obras em propriedades rurais, surgiram os primeiros vestígios de fósseis. A partir dali, pesquisadores da região e do mundo começaram a prestar atenção em Monte Alto.

O surgimento de espécies únicas de répteis pré-históricos, como o Montealtosuchus arrudacamposi (um tipo de crocodilo terrestre de cerca de 70 milhões de anos). O nome homenageia a cidade, e colocou Monte Alto no mapa da paleontologia brasileira.

Museu de Paleontologia de Monte Alto

Com tanto material histórico, nasceu o Museu de Paleontologia de Monte Alto, um dos mais importantes do país no assunto. E o melhor: com peças descobertas no próprio solo da cidade.

Monte Alto, no interior de SP, é conhecida como a ‘Cidade do Sonho’

Por lá, você encontra esqueletos reconstituídos, fósseis de peixes, tartarugas e  dinossauros. Além de visitar, escolas da região usam o espaço para educação científica divertida e acessível.

Monte Alto

Apesar do passado pré-histórico, Monte Alto vive o presente com força na agricultura, especialmente no cultivo de cana-de-açúcar, e também na indústria têxtil e alimentícia.

Mas seu diferencial, sem dúvida, é abrigar um patrimônio científico raríssimo e orgulhar-se disso.

A cidade também investe no turismo ligado à paleontologia e ao meio ambiente, com trilhas, atividades ao ar livre e passeios educativos que atraem desde crianças até estudiosos internacionais.