Enquanto grande parte do Brasil já entra na noite, moradores de Rio Branco, capital do Acre, ainda aproveitam a claridade do dia / Divulgação/Secom
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Enquanto grande parte do Brasil já entra na noite, moradores de Rio Branco, capital do Acre, ainda aproveitam a claridade do dia. A cidade ficou conhecida como o lugar onde o “dia dura mais” no país — uma percepção que tem explicação geográfica e está diretamente ligada ao fuso horário e à posição do município no extremo oeste do território brasileiro.
Rio Branco está inserida no fuso UTC-5, duas horas atrás do horário de Brasília (UTC-3). Na prática, quando o relógio marca 18h em boa parte do país, na capital acreana ainda são 16h. Como consequência, o pôr do sol acontece mais tarde em relação ao horário local, prolongando a sensação de dias mais longos, especialmente durante o verão.
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Além do fuso horário, a localização longitudinal também influencia diretamente o horário do pôr do sol. Dentro de um mesmo fuso, quanto mais a oeste está uma cidade, mais tarde o sol se põe. Por estar entre as capitais mais ocidentais do Brasil, Rio Branco apresenta esse efeito de forma ainda mais evidente.
Atualmente, o Brasil é dividido em quatro fusos horários. O UTC-2 abrange o arquipélago de Fernando de Noronha e ilhas oceânicas; o UTC-3 inclui Brasília e a maior parte do território nacional; o UTC-4 contempla áreas do Norte e do Centro-Oeste, como Amazonas e Mato Grosso; já o UTC-5 corresponde ao Acre e ao extremo oeste do Amazonas.
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Construída no meio do nada, essa cidade brasileira tornou-se uma potência
Essas diferenças impactam diretamente a rotina dos brasileiros, interferindo em horários de trabalho, transmissões ao vivo, compromissos nacionais e na duração aparente do dia.
Fundada no início do século XX, Rio Branco é o principal centro político, econômico e urbano do Acre. Cortada pelo rio Acre, a cidade preserva forte influência da cultura amazônica e ocupa posição estratégica na integração do Brasil com países vizinhos, como Peru e Bolívia.
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