Cemitério cria rota de fuga para mortos / Foto ilustrativa / Imagem gerada por IA/DL
Continua depois da publicidade
Enterros costumam encerrar histórias. Mas em Blumenau, no Vale do Itajaí, existe um cemitério onde o descanso eterno conta com uma peculiar alternativa: rotas de fuga para os mortos. A ideia, tão macabra quanto curiosa, surgiu como resposta ao medo — mais comum do que se imagina — de acordar dentro de um caixão.
No Cemitério São José, túmulos verticalizados foram projetados com duas canalizações, garantindo ventilação mínima dentro do espaço funerário. Uma delas serve para retirar o ar viciado, enquanto a outra pode fornecer oxigênio fresco. Assim, se alguém fosse sepultado por engano, ainda poderia respirar até ser resgatado.
Continua depois da publicidade
Além da ventilação, as sepulturas dispõem de uma estrutura que permite abrir a tampa por dentro, criando uma espécie de “saída de emergência”. O sistema foi concebido pelo administrador da necrópole, motivado pelo próprio receio de ser declarado morto antes da hora.
A ideia de ser enterrado vivo é um medo ancestral e já motivou lendas, histórias literárias e invenções bizarras ao longo da história. No século XIX, por exemplo, eram comuns caixões com sinos acoplados, para que um suposto sobrevivente pudesse chamar ajuda.
Continua depois da publicidade
Em Blumenau, a inovação funerária ganhou estrutura técnica e passou a atrair curiosos, pesquisadores e até possíveis clientes que sofrem de tafofobia — o pavor de ser enterrado vivo.
Profissionais da área reconhecem que a chance de alguém ser sepultado vivo hoje é extremamente rara, graças aos protocolos médicos modernos. Ainda assim, a “rota de fuga” faz sucesso. Alguns visitantes tratam como piada, outros como conforto espiritual. Para a administração, o serviço oferece tranquilidade emocional para quem quer se precaver contra o improvável.
O cemitério virou pauta de jornais, vídeos de internet e conversas de bar — afinal, histórias envolvendo morte e mistério sempre despertam a imaginação. Enquanto alguns acham um exagero, outros enxergam ali um gesto de respeito ao medo humano.
Continua depois da publicidade