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Cemitério brasileiro vira notícia ao criar rota de fuga para os mortos

A ideia atende as pessoas que morrem de medo de ser enterradas vivas

Jeferson Marques

Publicado em 27/11/2025 às 13:07

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Cemitério cria rota de fuga para mortos / Foto ilustrativa / Imagem gerada por IA/DL

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Enterros costumam encerrar histórias. Mas em Blumenau, no Vale do Itajaí, existe um cemitério onde o descanso eterno conta com uma peculiar alternativa: rotas de fuga para os mortos. A ideia, tão macabra quanto curiosa, surgiu como resposta ao medo — mais comum do que se imagina — de acordar dentro de um caixão.

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Medo antigo, solução moderna

No Cemitério São José, túmulos verticalizados foram projetados com duas canalizações, garantindo ventilação mínima dentro do espaço funerário. Uma delas serve para retirar o ar viciado, enquanto a outra pode fornecer oxigênio fresco. Assim, se alguém fosse sepultado por engano, ainda poderia respirar até ser resgatado.

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Além da ventilação, as sepulturas dispõem de uma estrutura que permite abrir a tampa por dentro, criando uma espécie de “saída de emergência”. O sistema foi concebido pelo administrador da necrópole, motivado pelo próprio receio de ser declarado morto antes da hora.

Quando o terror vira engenharia

A ideia de ser enterrado vivo é um medo ancestral e já motivou lendas, histórias literárias e invenções bizarras ao longo da história. No século XIX, por exemplo, eram comuns caixões com sinos acoplados, para que um suposto sobrevivente pudesse chamar ajuda.

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Em Blumenau, a inovação funerária ganhou estrutura técnica e passou a atrair curiosos, pesquisadores e até possíveis clientes que sofrem de tafofobia — o pavor de ser enterrado vivo.

Entre o bizarro e o preventivo

Profissionais da área reconhecem que a chance de alguém ser sepultado vivo hoje é extremamente rara, graças aos protocolos médicos modernos. Ainda assim, a “rota de fuga” faz sucesso. Alguns visitantes tratam como piada, outros como conforto espiritual. Para a administração, o serviço oferece tranquilidade emocional para quem quer se precaver contra o improvável.

A morte não cala a curiosidade

O cemitério virou pauta de jornais, vídeos de internet e conversas de bar — afinal, histórias envolvendo morte e mistério sempre despertam a imaginação. Enquanto alguns acham um exagero, outros enxergam ali um gesto de respeito ao medo humano.

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