Diário Mais
Os cientistas chamam o episódio de "desastre térmico" e o atrelam a formação do El Niño, que hoje está com 80% de probabilidade de ocorrer
Cemanden aponta para dias extremamente quentes no segundo semestre do ano / Foto de Lucas Pezeta/Pexels
Continua depois da publicidade
Imagine a sua cidade enfrentando dias seguidos de um calor sufocante, daqueles em que nem o vento ou a noite trazem alívio. Não é exagero e nem roteiro de filme: cientistas do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) acabam de emitir um alerta real sobre o risco de o Brasil viver um "desastre térmico" no segundo semestre de 2026.
Se você achou o termo forte, saiba que a preocupação dos especialistas é exatamente essa. Entenda melhor o assunto logo abaixo da galeria de fotos.
Continua depois da publicidade
Os modelos meteorológicos indicam que há cerca de 80% de chance de o fenômeno El Niño voltar a dar as caras nos próximos meses. Ele aquece as águas do Oceano Pacífico e bagunça o clima no planeta inteiro. No Brasil, ele costuma significar menos chuva e calor acima da média, cenário que já causou mudanças bruscas no tempo no litoral paulista em períodos recentes.
Diferente de uma tempestade ou de um deslizamento, que acontecem de repente, o desastre térmico é silencioso e prolongado.
Continua depois da publicidade
- O perigo não está apenas na máxima do dia (quando faz 40°C, por exemplo).
- O grande problema destacado pelo Cemaden são as noites excessivamente quentes.
Quando a temperatura não cai o suficiente durante a madrugada, o corpo humano não consegue descansar e se recuperar do estresse sofrido no sol. É aí que os hospitais começam a encher.
Continua depois da publicidade
Se as previsões se confirmarem, o impacto vai além do desconforto. Como vimos em alertas recentes, o calorão na Baixada Santista pode elevar a sensação térmica para a casa dos 45ºC, exigindo cuidados redobrados:
A boa notícia é que previsões meteorológicas servem justamente para dar tempo de nos planejarmos. Beber água, cuidar dos mais vulneráveis e ficar de olho nas atualizações do clima serão tarefas obrigatórias nos próximos meses.