Castelo: a cidade onde as montanhas de mármore escondem mistérios geológicos

Entre picos de 2 mil metros e jazidas bilionárias, Castelo tenta equilibrar a extração de rochas ornamentais com o potencial do turismo de aventura nas montanhas

A cidade é cercada por formações rochosas imensas que parecem "brotar" do solo de forma abrupta / Imagem ilustrativa

Castelo, no interior do Espírito Santo, é um cenário que desafia a lógica. A cidade é cercada por formações rochosas imensas que parecem “brotar” do solo de forma abrupta.

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O município abriga o Parque Estadual do Forno Grande, onde o pico de 2.039 metros de altitude domina a paisagem.

É um dos raros lugares do país onde a terra parece “subir”.

Essas montanhas de mármore e granito são fruto de uma compressão tectônica ocorrida há milhões de anos.

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O fenômeno criou vales profundos e picos que atraem geólogos do mundo todo.

O conflito entre a preservação e a mineração

Castelo vive um dilema estratégico evidente. A cidade é um dos maiores polos mundiais de extração de rochas ornamentais, exportando chapas de luxo para o mundo.

A mesma riqueza que sustenta a economia, as montanhas de mármore, é o ativo que o turismo de aventura e voo livre tentam preservar a qualquer custo.

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Esse equilíbrio delicado entre exploração e conservação assemelha o local a outros municípios brasileiros que dependem de fenômenos e economias exclusivas.

O risco de esgotar o cenário

Estrategicamente, a mineração agressiva pode gerar um “teto de vidro”. Se as paisagens forem descaracterizadas, o turismo de experiência, que cresce na região, perde sua força.

O desafio de gestão em Castelo é diversificar a receita. A cidade precisa usar os lucros das montanhas de mármore para criar infraestrutura que sobreviva à exaustão das jazidas.

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A oportunidade de melhoria está no selo de “geoturismo”. Transformar o conhecimento geológico em um produto educativo pode atrair um público de maior poder aquisitivo.