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Estudos apontam que cultivar plantas pode revelar traços de personalidade, fortalecer vínculos emocionais e reduzir o estresse no dia a dia
Nos últimos anos, as plantas deixaram de ser meras coadjuvantes na decoração e assumiram o papel de protagonistas dentro de casa / Pixabay
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Nos últimos anos, as plantas deixaram de ser meros coadjuvantes na decoração e assumiram o papel de protagonistas dentro de casa. Samambaias disputam espaço com quadros, suculentas estrelam prateleiras e até aquele cantinho esquecido virou cenário para um vaso estratégico.
Mas o que parece apenas tendência pode, na verdade, dizer muito sobre quem mora ali. A psicologia explica: cultivar plantas não é só estética, é expressão.
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O hábito de encher a casa de verde pode revelar traços profundos da personalidade. Estudos do Departamento de Psicologia de universidades de Moscou, citados por Sam Moreton, apontam que ter muitas plantas pode ser uma manifestação emocional inconsciente.
Em outras palavras: às vezes você acha que está comprando “só mais um vasinho”, mas pode estar, na prática, expressando sentimentos que nem sabia que precisava colocar para fora.
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O cuidado com as plantas funciona como uma linguagem silenciosa. Regar, podar, trocar de vaso e observar o crescimento são gestos que simbolizam atenção, presença e dedicação, emoções que nem sempre conseguimos verbalizar.
Colocar plantas em ambientes vazios pode ser também uma forma simbólica de preencher vazios emocionais. Trazer vida para dentro de casa conversa com uma necessidade humana básica: conexão.
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Segundo os pesquisadores, pessoas que mantêm seus lares cheios de vegetação tendem a demonstrar maior sensibilidade ambiental e uma forte disposição para o cuidado. É como se o verde refletisse um coração atento.
A psicologia também associa esse comportamento a uma busca por vínculos. Cuidar de algo que depende de você pode representar o desejo de nutrir relações, criar um refúgio emocional e construir um espaço seguro, tanto físico quanto interno.
O Centro de Psicologia e Saúde Mental ADIPA, no México, observou que o cultivo de plantas está frequentemente ligado a características como empatia, paciência e capacidade de estabelecer relações significativas.
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Afinal, quem já tentou cuidar de uma planta sabe: não dá para apressar o crescimento. É preciso respeitar o tempo, entender sinais sutis e oferecer constância. Parece até um treinamento emocional disfarçado de hobby.
Além do simbolismo, existe também o impacto biológico. Estudos recentes mostram que plantas ajudam a estabilizar o humor.
A pesquisadora Marjolein Elings, da Universidade de Wageningen, afirma que a presença de vegetação reduz os níveis de cortisol e aumenta a sensação geral de bem-estar. E o efeito não acontece apenas em casa: escritórios e salas de aula também se beneficiam do verde.
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A psicóloga Evangelina Arellano, do campus Tec de Monterrey Sinaloa, reforça que ambientes com plantas favorecem a concentração, aliviam tensões e criam atmosferas mais harmoniosas. Ou seja: aquele cacto na mesa do trabalho pode estar fazendo mais pela sua produtividade do que você imagina.
Interagir com a natureza, mesmo dentro de casa, funciona como uma forma acessível de autocuidado. É simples, concreto e diário. Não exige aplicativos, planos complexos ou grandes investimentos, apenas presença.
Cultivar plantas vai muito além de acompanhar tendências de decoração. É um gesto simbólico que revela o desejo de cuidar, se conectar e viver em equilíbrio.
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No fim das contas, a psicologia sugere algo bonito: quando você rega uma planta, talvez esteja também regando partes de si mesmo.