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'Capital dos gatos': Cidade onde os gatos superam a população humana e vivem soltos e respeitados

Veja como a cultura turca protege e acolhe os gatos que vivem em total liberdade

Agência Diário

Publicado em 23/01/2026 às 20:20

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Entenda a conexão entre o passado da cidade e a presença constante desses animais / Freepik

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Você já imaginou um lugar onde animais de rua são tratados como velhos conhecidos da vizinhança?

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Em Istambul, isso acontece todos os dias, tornando-a mundialmente famosa como a “cidade dos gatos”. Os bichanos caminham entre as mesas e observam o movimento urbano calmamente.

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Herança de proteção e limpeza

Essa relação especial não é fruto do acaso, mas sim de uma forte influência cultural milenar. Os gatos são vistos como animais puros e dignos de proteção dentro da visão de mundo islâmica.

Estima-se que a cidade tenha mais gatos do que moradores humanos, com centenas de milhares de felinos vivendo livremente nas ruas, praças e comércios, cuidados informalmente pela população. Freepik
Estima-se que a cidade tenha mais gatos do que moradores humanos, com centenas de milhares de felinos vivendo livremente nas ruas, praças e comércios, cuidados informalmente pela população. Freepik
É comum encontrar casinhas, potes de ração e água espalhados pelas calçadas, instalados por moradores e comerciantes como parte da rotina urbana. Freepik
É comum encontrar casinhas, potes de ração e água espalhados pelas calçadas, instalados por moradores e comerciantes como parte da rotina urbana. Freepik
Os gatos circulam livremente por cafés, mercados, bibliotecas e até prédios públicos, sem serem expulsos, pois são vistos como parte da identidade cultural local. Freepik
Os gatos circulam livremente por cafés, mercados, bibliotecas e até prédios públicos, sem serem expulsos, pois são vistos como parte da identidade cultural local. Freepik
A tradição de proteção aos gatos tem raízes religiosas e históricas, já que, na cultura islâmica, os felinos são considerados animais limpos e dignos de respeito. (Cibelebergamim/Pexels)
A tradição de proteção aos gatos tem raízes religiosas e históricas, já que, na cultura islâmica, os felinos são considerados animais limpos e dignos de respeito. (Cibelebergamim/Pexels)
Além do carinho popular, os gatos também tiveram um papel essencial na história da cidade ao controlar roedores em portos e armazéns, ajudando na saúde pública por séculos. (Cibelebergamim/Pexels)
Além do carinho popular, os gatos também tiveram um papel essencial na história da cidade ao controlar roedores em portos e armazéns, ajudando na saúde pública por séculos. (Cibelebergamim/Pexels)

Por isso, o respeito por eles está enraizado na rotina turca.

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Além disso, a responsabilidade pelo bem-estar dos felinos é dividida entre todos os cidadãos de forma natural. Consequentemente, é comum ver recipientes de água espalhados por cada esquina da metrópole.

Esse cuidado demonstra como a sociedade local valoriza a vida de forma coletiva.

Aliados antigos no controle de roedores

A razão para haver tantos gatos também envolve uma necessidade prática que surgiu há muitos anos. Como a cidade era muito populosa, os gatos serviam para controlar ratos em portos e casas.

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Eles eram fundamentais para a saúde pública e para a economia local.

Entretanto, ao contrário de outros grandes centros, Istambul optou por manter essa convivência de forma permanente.

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Os animais encontraram abrigo fácil e comida abundante, o que permitiu que se multiplicassem. Assim, eles se tornaram guardiões históricos que nunca foram expulsos das ruas.

Moradores que compartilham o lar urbano

Atualmente, esses seres independentes são vistos como “símbolos afetivos da cidade” por quem vive ou passa por lá.

Eles não são apenas uma atração; são membros da comunidade que trazem vida ao asfalto. Sua presença é silenciosa, constante e muito respeitada pelos pedestres.

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A história de Istambul com seus gatos revela uma forma única de lidar com a coletividade.

Eles simbolizam a tolerância e o carinho que a cidade dedica ao seu passado e aos animais. É um exemplo de como humanos e bichos podem coexistir.
 

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