Entenda a conexão entre o passado da cidade e a presença constante desses animais / Freepik
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Você já imaginou um lugar onde animais de rua são tratados como velhos conhecidos da vizinhança?
Em Istambul, isso acontece todos os dias, tornando-a mundialmente famosa como a “cidade dos gatos”. Os bichanos caminham entre as mesas e observam o movimento urbano calmamente.
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Essa relação especial não é fruto do acaso, mas sim de uma forte influência cultural milenar. Os gatos são vistos como animais puros e dignos de proteção dentro da visão de mundo islâmica.
Por isso, o respeito por eles está enraizado na rotina turca.
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Além disso, a responsabilidade pelo bem-estar dos felinos é dividida entre todos os cidadãos de forma natural. Consequentemente, é comum ver recipientes de água espalhados por cada esquina da metrópole.
Esse cuidado demonstra como a sociedade local valoriza a vida de forma coletiva.
A razão para haver tantos gatos também envolve uma necessidade prática que surgiu há muitos anos. Como a cidade era muito populosa, os gatos serviam para controlar ratos em portos e casas.
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Eles eram fundamentais para a saúde pública e para a economia local.
Entretanto, ao contrário de outros grandes centros, Istambul optou por manter essa convivência de forma permanente.
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Os animais encontraram abrigo fácil e comida abundante, o que permitiu que se multiplicassem. Assim, eles se tornaram guardiões históricos que nunca foram expulsos das ruas.
Atualmente, esses seres independentes são vistos como “símbolos afetivos da cidade” por quem vive ou passa por lá.
Eles não são apenas uma atração; são membros da comunidade que trazem vida ao asfalto. Sua presença é silenciosa, constante e muito respeitada pelos pedestres.
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A história de Istambul com seus gatos revela uma forma única de lidar com a coletividade.
Eles simbolizam a tolerância e o carinho que a cidade dedica ao seu passado e aos animais. É um exemplo de como humanos e bichos podem coexistir.