Calendário escolar no Brasil pode sofrer alterações por conta das mudanças climáticas

Estudo aponta escolas e localidades sem estrutura para eventos extremos, como enchentes ou longa estiagem

Estudo indica que mudanças climáticas podem afastar os alunos das escolas no Brasil

Estudo indica que mudanças climáticas podem afastar os alunos das escolas no Brasil | Foto de Pixabay/Pexels

Um estudo realizado pelos pesquisadores vinculados ao Observatório Nacional de Segurança Hídrica e Gestão Adaptativa (ONSEADAdapta) apontou que 57,6% dos estudantes matriculados no ensino médio em escolas brasileiras estão em escolas sem estrutura para grandes chuvas e enchentes, enquanto 33,8% estão em instituições despreparadas para grandes períodos de calor e seca.

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Todos sabemos que o planeta vem sofrendo com mudanças climáticas significativas, tendo como principais características períodos mais prolongados de chuvas fortes, tempestades com poderes destrutivos ou o contrário: ondas de calor cada vez mais intensas com períodos de seca constantes e estiagem perigosa.

Esses números foram apresentados durante mesa-redonda sobre emergência climática e gestão adaptativa para segurança hídrica e redução de riscos de desastres durante a 77ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), no meio de julho.

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Como as regiões onde ficam as escolas também não apresentam condições mínimas de resiliência para lidar com eventos climáticos extremos, já se fala em prováveis alterações ou adaptações do calendário escolar brasileiro quando esses fenômenos surgirem de maneira mais persistente.

Diversos monitoramentos e novos estudos de impacto das mudanças climáticas no Brasil estão em andamento e, em breve, teremos mais informações sobre o quão complexa e grave é essa questão.

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*Com informações da Agência FAPESP