A civilização egípcia considerava as múmias sagradas. Eles acreditavam que os mortos precisavam ter os seus corpos conservados após a morte e a mumificação era apenas uma das diversas etapas do sepultamento.
O sucesso dessas mumificações é evidente, tendo em vista que, até nos dias atuais, múmias e mais múmias são encontradas em bom estado de conservação. E uma delas está no Brasil.
Tothmea é o nome dela e estima-se que a mulher viveu no Egito, mais precisamente em Tebas, há 2.500 anos.
Ela foi descoberta na metade do século 18 e, em 1886, transportada aos Estados Unidos, como presente para um secretário de governo da época.
Em 1888 Tothmea foi colocada em exposição ao público e assim ficou por cerca de 31 anos, no auditório de Round Lake.
Porém, em 1919 o local foi fechado e a múmia passou a ser guardada, literalmente, em qualquer lugar, servido até como decoração para festas de Halloween.
A chegada dela ao Brasil se deu em 1990 quando o Museu Rosacruz de San José, na California, a doou para o Museu Egípcio e Rosacruz, de Curitiba, no Paraná.
Desde então Tothmea está disponível para visitação e fica em uma espécie de aquário de vidro climatizado, para manter as suas já precárias estruturas mumificadas.
Muitas pessoas se chocam ao vê-la, enquanto outras fecham os olhos. Porém, a maioria, se encanta.
Vale ressaltar que não é permitido fotografar a múmia.
O Museu Egípcio e Rosacruz fica na Rua Nicarágua, 2641, no bairro Bacacheri, em Curitiba.
Consulte no site os dias e horários de visitação, além dos valores.
*Com informações do G1 e Aventuras na História
