Diário Mais
No início, os residentes locais pensaram que poderiam ser resquícios de alcatrão, mas a realidade é muito pior, além de bem mais nojenta
As 'bolinhas' encontradas em Sydney revelam um grave alerta sobre poluição e descarte inadequado de resíduos. / Divulgação/Câmara Municipal de Randwick
Continua depois da publicidade
Sem dúvidas, a beleza natural da Austrália é de "tirar o fôlego" de muitos: arquitetura impecável, mares com um azul profundo e brilhante, entre outras características únicas.
No entanto, um mistério deixou moradores e turistas de Sydney, cidade australiana mais populosa e capital de Nova Gales do Sul, assustados e muito preocupados.
Continua depois da publicidade
Isso se deu porque pequenas "bolinhas" pretas começaram a aparecer nas praias do município - como a famosa Bondi Beach -, apresentando um tamanho semelhante a bolas de golfe. Elas começaram a surgir no final de 2024 e se estenderam até o ano passado.
No início, os residentes locais pensaram que poderiam ser resquícios de alcatrão, mas a realidade é muito pior, além de bem mais nojenta.
Continua depois da publicidade
As misteriosas "bolas de cocô" eram, na realidade, aglomerados de gordura, óleo, fezes, medicamentos, lubrificantes, drogas, entre outros resíduos acumulados nos mares.
Aproveite e leia também: Areia sumindo e mar avançando ameaçam as praias mais famosas do litoral de SP
Os fragmentos, na verdade, tem um nome e são conhecidos como "fatberg", compostos formados pela solidificação de gordura e outros rejeitos.
Continua depois da publicidade
Estes também foram encontrados em Londres, no bairro de Whitechapel, com mais de 100 metros de comprimento e pensando 100 toneladas.
A única solução para que o governo australiano possa enfrentar esse problema é por meio de obras de reestruturação nos ambientes infestados.
Deste modo, o governo de Nova Gales do Sul anunciou investimentos de 3 bilhões de dólares australianos (aproximadamente 2 bilhões de dólares americanos ou R$ 10 bilhões), para impedir que as indesejadas "bolhinhas" se espalhem ainda mais e prejudiquem não apenas ao meio ambiente, mas, simultaneamente, a população australiana.
Continua depois da publicidade
Aproveite e leia também: Litoral de SP registra 36 praias impróprias para banho, aponta Cetesb
*O texto contém informações do portal Fanpage.it