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Bizarro: Os itens estranhos esquecidos nas rodovias Anchieta e Imigrantes, em SP

Conheça os objetos mais inusitados recolhidos pela equipe da Ecovias e saiba como recuperar o que você perdeu por lá

Jeferson Marques

Publicado em 12/03/2026 às 16:21

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De dentadura a boneca inflável, o Sistema Anchieta-Imigrantes guarda muitos itens esquecidos / Imagem ilustrativa criada por IA/Gemini

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Imagine a cena: você planeja o final de semana perfeito no litoral de SP, arruma as malas, coloca a família no carro e segue viagem. Mas, ao chegar na areia, percebe que falta algo. E não estamos falando apenas do protetor solar.

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No Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), as equipes de inspeção da Ecovias recolhem diariamente o que a pressa ou o descuido deixam para trás. O inventário parece saído de um roteiro de comédia.

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Onde o horizonte termina e o bizarro começa

O trabalho dos funcionários vai muito além de retirar pneus ou restos de carga. No "museu" de objetos perdidos, os itens de saúde e estética lideram o ranking das bizarrices. É surpreendentemente comum encontrar dentaduras, aparelhos auditivos e óculos de grau que "saltaram" pela janela ou foram esquecidos em paradas.

Mas o nível de surpresa sobe quando falamos de itens íntimos. Já houve registros de acessórios eróticos e até uma boneca inflável abandonada no acostamento. Como alguém esquece isso? Provavelmente, é uma resposta que nem a concessionária tem.

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Barcos, pranchas e a "fuga" do bagageiro

Muitas vezes, a perda é grande (literalmente). No topo da lista de objetos esquecidos (ou perdidos pelo caminho) estão pranchas de surfe, bicicletas e caixas térmicas.

O campeão de "esquecimento pesado" foi um barco inteiro que se soltou da carreta e ficou para trás sem que o motorista notasse de imediato. Ventiladores, micro-ondas e TVs também fazem parte desse inventário de mudanças que não chegaram ao destino.

Alianças e a fé no acostamento

Nem tudo é engraçado; há muito valor sentimental nas margens da rodovia. Alianças de casamento, terços e imagens religiosas são frequentemente resgatados.

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Muitos motoristas deixam carteiras e celulares sobre o teto do carro ao parar para abastecer e só percebem o erro quilômetros depois, quando o objeto já virou um "obstáculo" na pista.

O que acontece com o seu "perdido"?

Se você perdeu algo, saiba que existe um protocolo. Os itens são catalogados e guardados por um período que varia de 60 a 90 dias.

Documentos são encaminhados aos Correios ou órgãos emissores. Já os objetos em bom estado que ninguém reclama costumam ter um final feliz: são doados para instituições de caridade e ONGs da região.

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