‘Bebida do Thor’ e abelhas ‘sem martelo’ levam brasileiro ao prêmio de melhor hidromel da América

Com referências da cultura pop e fantasias medievais, publicitário gaúcho lança empreendimento ousado e vende 'bebida dos deuses' para brasileiros

A lenda da bebida dos deuses era tão forte que se sustentou por séculos e agora foi reinterpretada dentro da cultura nacional e da afetividade

A lenda da bebida dos deuses era tão forte que se sustentou por séculos e agora foi reinterpretada dentro da cultura nacional e da afetividade | Divulgação

Uma das bebidas mais antigas do mundo passou a ser comercializada no Brasil e recebeu peculiaridades da cultura nacional. O publicitário Felipe Nogueira criou em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, a primeira hidromelaria da região, pavimentando um caminho antes pouco explorado nos quatro cantos do país.

O hidromel, ou “a bebida dos deuses”, é um elemento característico de filmes e histórias que abordam o período medieval, até mesmo nórdico.

Por isso, um dos personagens mais famosos da mídia mundial, Thor Odinson, foi inúmeras vezes visto com uma garrafa da bebida nas mãos. A partir do turismo gastronômico, é possível se sentir o deus do trovão sem precisar de passaporte.

Como sinal de que o empreendimento de Felipe caminha para o lugar certo, em 2024 um dos rótulos da hidromelaria foi considerado o melhor hidromel da América Latina pelo maior concurso latinoamericano de bebidas alcoólicas, o Brasil Cup. Além disso, Felipe já recebeu mais de 30 prêmios nacionais e internacionais.

Ainda sobre bebídas alcoólicas, sabia que uma das bebidas do Brasil foi criada em São Vicente, no litoral de São Paulo? Conheça a história deste sucesso nacional.

Origem da ideia

De acordo com o G1 RS, o idealizador do projeto, Felipe Nogueira, buscou inspirações para o seu negócio na mitologia, fábulas medievais e cultura nerd de forma geral.  

Ele desejava unir a geração moderna com culturas antigas; os primeiros registros históricos da criação do hidromel surgem há no mínimo 10 mil anos, e contam inclusive com participação de povos originários brasileiros. 

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A lenda da bebida dos deuses era tão forte que se sustentou por séculos e agora foi reinterpretada dentro da cultura nacional e da afetividade.

Felipe foi influenciado a trabalhar com enologia, isso é, todo o processo de produção do vinho, graças a ter acompanhado durante a vida o trabalho rural dos avós.

Ainda sobre bebidas, conheça uma que virou um ritual de autocuidado nas redes sociais.

Rótulo ganha cara nova e brasileira

Para que o produto conseguisse gerar identificação com seu público alvo, adicionar elementos da identidade nacional era imprescindível. 

Diferentemente do modelo tradicional do hidromel, que é uma mistura de vinho branco com notas suaves de mel, Felipe criou uma versão com a cara do Brasil: o mel aqui é produto das abelhas Jataí, espécie nativa que não possui ferrão.

O sabor é único e transforma a experiência gastronômica em uma aula de história, colocando o turista em um espaço de apreciador e aluno, sem mesmo perceber.