Entre essas opções está a abrótea, espécie encontrada no litoral brasileiro e conhecida popularmente como "bacalhau brasileiro". / Reprodução/Facebook
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Durante a Semana Santa e a Páscoa, o bacalhau costuma ganhar destaque nas mesas brasileiras. Pratos como bacalhoada, bacalhau com natas e receitas assadas fazem parte da tradição do período. No entanto, o que muita gente não sabe é que o termo “bacalhau” não se refere a um peixe específico, mas sim a um método de conservação baseado na salga e secagem do pescado.
O tipo mais famoso é o Gadus morhua, importado principalmente das águas frias da Noruega e da Islândia. Apesar da qualidade e da tradição, o produto costuma ter preço elevado no Brasil, o que faz muitas famílias buscarem alternativas mais acessíveis para manter o costume da Semana Santa.
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Entre essas opções está a abrótea, espécie encontrada no litoral brasileiro e conhecida popularmente como “bacalhau brasileiro”.
Parente do Gadus morhua por pertencer à mesma ordem de peixes, a abrótea apresenta carne branca, textura firme e sabor suave, características que permitem utilizá-la em diversas receitas tradicionais.
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O peixe costuma funcionar bem em preparos que utilizam o bacalhau desfiado ou em lascas menores, como bacalhau com natas, saladas com grão-de-bico, refogados e pratos assados típicos da Semana Santa.
Este peixe nacional está substituindo o bacalhau nas ceias e economizando bolsos
Além disso, a abrótea combina facilmente com temperos clássicos dessas receitas, como azeite, cebola, alho, pimentão, batatas e ervas, garantindo pratos saborosos e mais leves.
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Outro ponto que chama atenção é o preço. Enquanto o bacalhau importado pode atingir valores elevados nos mercados brasileiros, a abrótea costuma ser encontrada por cerca de R$ 20 a R$ 30 o quilo, dependendo da região e da forma de venda, seja fresca ou congelada.
Isso faz com que o chamado “bacalhau brasileiro” se torne uma alternativa interessante para quem deseja manter a tradição da Páscoa sem gastar tanto.
A abrótea prefere águas mais frias e aparece com maior abundância entre o outono e o inverno, mas pode ser encontrada durante todo o ano em peixarias e mercados de diferentes regiões do país.
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Especialistas recomendam apenas atenção no momento da compra, principalmente quando o peixe é congelado. Um congelamento inadequado pode alterar a textura da carne, deixando-a mais macia ou esponjosa.