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Atestado de óbito de Zacarias, dos Trapalhões, teria rasura para esconder AIDS

Hipótese ganhou força dentro do documentário de Rafael Spaca

Da Reportagem

Publicado em 11/07/2024 às 12:05

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Zacarias, um dos humoristas mais amados da história do Brasil / Divulgação

O documentário "Trapalhadas Sem Fim", do diretor Rafael Spaca, está rodeado de mistérios sobre a vida e morte de Zacarias, um dos personagens mais carismáticos e amados pelo público fã de "Os Trapalhões". Segundo ele, há diversos detalhes que as pessoas não sabiam, como a suposta bissexualidade do artista e que ele teria falecido por complicações causadas pelo vírus HIV, que resultaram na AIDS.

Durante suas pesquisas, entrevistas e investigações para produzir o documentário, Spaca esbarrou em diversos rumores sobre a vida pessoal de Mauro Faccio Gonçalves, o Zacarias. A bissexualidade sempre foi apontada por diversas pessoas próximas a ele, mas sua ex-esposa, Selma Lopes, disse que, no período em que estiveram casados, ele nunca deu indícios para que ela desconfiasse disso. "Depois da nossa separação, eu não sei", finaliza.

Outras pessoas também disseram que, ao descobrir ser portador do vírus HIV, em meados de 1987, a Globo teria oferecido custear o tratamento para Zacarias nos Estados Unidos - era o único lugar no mundo com estudos avançados sobre a doença -. Mas ele, fãs de plantas medicinais, preferiu ficar no Brasil, e se tratar de forma natural, com chás etc.

No atestado de óbito de Zacarias (que está rasurado) consta como causa de sua morte uma infecção pulmonar grave. À época (1990, aos 56 anos) o humorista havia perdido cerca de 20 quilos em menos de 6 meses. Seus familiares disseram que ele havia começado uma dieta muito rígida à base de remédios, mas nunca chegaram a esclarecer quais eram essas drogas e como elas influenciaram na suposta infecção pulmonar.

Spaca tirou como conclusão de que Zacarias, sua família e a Globo teriam omitido a informação sobre ele ser HIV positivo por se tratar de uma pessoa querida principalmente pelo público infantil, e isso poderia gerar algum desconforto, já que naquela época o HIV era um grande tabu recheado de preconceitos e desinformação popular.

Spaca faz questão de esclarecer que essas informações chegaram até ele vindas de dezenas de pessoas que conviveram de perto com o artista, e que ele não pode afirmar ou negar. Porém, deixa claro que, independente dessas questões, o que mais importa era o gigantesco talento que Mauro Faccio Gonçalves tinha, e o quanto o seu trabalho divertiu e foi importante para a TV brasileira.

*Com informações do IG

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