Astrônomos descobrem que ‘estrelas anãs canibais’ estão engolindo seus próprios planetas

Nova pesquisa revela que 75% das estrelas da galáxia podem ser verdadeiras máquinas de triturar planetas

O rastro de destruição na Via Láctea: estrelas que engolem mundos como o nosso

O rastro de destruição na Via Láctea: estrelas que engolem mundos como o nosso - Imagem gerada por IA / Diário do Litoral

Astrônomos identificaram evidências de que estrelas anãs vermelhas estão aniquilando e engolindo seus próprios planetas em sistemas distantes. A descoberta foi publicada no periódico Monthly Notices of the Astronomical Society e revela que esses astros podem consumir até dez planetas do tamanho da Terra.

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Essa revelação ajuda a entender como os sistemas planetários evoluem e desaparecem ao longo do tempo no cosmos. As anãs vermelhas são menores e menos brilhantes que o Sol mas representam cerca de 75% das estrelas da nossa galáxia.

Muitas vezes olhamos para o céu esperando apenas contemplar os maiores eventos astronômicos de 2026 com eclipses e chuvas de meteoros visíveis. No entanto a realidade das profundezas do espaço é muito mais violenta e predatória do que as luzes calmas sugerem.

A prova química do canibalismo estelar

A investigação utilizou dados de observatórios internacionais para analisar a composição química das estrelas em busca de anomalias. Os cientistas ficaram surpresos ao encontrar quantidades inesperadas de lítio em anãs vermelhas onde o elemento deveria ter sido destruído.

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Como o interior dessas estrelas é extremamente quente o lítio costuma ser incinerado rapidamente durante as reações nucleares. A presença desse material funciona como uma “tinta” sobre uma tela branca revelando que a estrela absorveu matéria planetária recentemente.

Essa assinatura química é fundamental pois o mistério sobre a origem da vida na Terra ganha novas pistas com amostras espaciais coletadas em asteroides e cometas. Ao analisar o que as estrelas devoram os pesquisadores conseguem reconstruir a história dos planetas que deixaram de existir.

O impacto na busca por vida extraterrestre

A descoberta coloca em xeque a habitabilidade de mundos que orbitam essas estrelas tão comuns na Via Láctea. Se a própria estrela hospedeira pode engolir seus vizinhos a busca por vida ganha um novo e perigoso obstáculo.

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A esperança de encontrar um novo planeta descoberto pela NASA semelhante à Terra continua movendo a ciência moderna. Contudo o comportamento canibal das anãs vermelhas sugere que muitos desses mundos promissores podem ser apenas o próximo prato no banquete estelar.

Os astrônomos agora buscam entender em qual fase da vida essas estrelas se tornam mais agressivas com seus planetas. O objetivo final é compreender o ciclo completo de nascimento e morte de tudo o que existe no espaço profundo.

*Fontes de pesquisa: Monthly Notices of the Astronomical Society.