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Assassino silencioso: Calor vai matar o dobro de pessoas na América Latina nos próximos anos

Muito além do suor: o asfalto quente e a falta de árvores criam "ilhas de calor" que sobrecarregam o coração, a economia e castigam os mais vulneráveis

Jeferson Marques

Publicado em 15/03/2026 às 12:34

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Mulher segura sombrinha para fugir do sol forte em dia de calor intenso no Brasil / Tomaz Silva/Agência Brasil

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O calor deixou de ser apenas um incômodo para se tornar um assassino silencioso na América Latina, e o alerta é assustador: as mortes por temperaturas extremas podem dobrar nas próximas décadas. O que antes afetava apenas regiões historicamente quentes agora invade áreas de clima ameno, colocando a saúde pública de todo o continente em estado de emergência máxima e exigindo respostas rápidas dos governos.

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Impacto

O aumento vertiginoso dos termômetros eleva drasticamente os riscos de doenças cardiovasculares e respiratórias, além de derrubar a produtividade econômica. O cenário global acelera essa urgência, já que cientistas apontam que as ondas de calor dominam 96% dos oceanos atualmente, estendendo-se por períodos impressionantes de mais de 500 dias.

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Cidades

Nos grandes centros urbanos, o excesso de concreto e asfalto cria as temidas "ilhas de calor", que amplificam a sensação térmica e sufocam a população. Em São Paulo, por exemplo, o calor extremo combinado com temporais severos já é considerado a nova e dura realidade, segundo dados da APqc, evidenciando o colapso do clima nas metrópoles.

Desigualdade

A conta do aquecimento global chega muito mais cara para a população vulnerável. Idosos, crianças, pessoas com doenças crônicas e comunidades de baixa renda, que vivem em moradias precárias e sem acesso a áreas verdes, são as maiores vítimas, provando que a falta de infraestrutura torna a crise climática ainda mais letal.

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Projeções

Se o ritmo atual de aquecimento não for freado, países como Brasil, México, Argentina e Peru encabeçarão um triste ranking de mortalidade climática. Os danos vão extrapolar os hospitais, provocando colapsos no abastecimento de água, na produção de alimentos e na demanda energética, afetando diretamente a qualidade de vida de milhões.

Saída

Sobreviver a esse futuro exige adaptação imediata e políticas de urbanismo inteligente. A criação massiva de áreas verdes, a implementação de sistemas de alerta precoce e a educação da população sobre hidratação são os únicos caminhos possíveis para blindar a sociedade e evitar uma tragédia anunciada em um mundo que não para de esquentar.

Fontes pesquisadas: APqc; cientistas e monitoramento global; estudos climáticos recentes

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