Árvore é responsável pela morte de centenas de aves no Indo-Pacífico / Tristan Berr / X
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O aventureiro Sam Down encontrou um cenário inesperado. Ele explorava um paraíso marítimo quando se deparou com a Pisonia grandis, uma planta intrigante. O turista australiano descreve sua experiência como horrível devido ao que presenciou no solo.
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As aves pequenas sofrem as piores consequências nesse local. A Pisonia grandis libera sementes cobertas por uma cola muito forte. Desse modo, os filhotes ficam presos e perdem a mobilidade rapidamente.
Down observou cenas tristes de animais tentando se libertar. Infelizmente, a substância grudenta impede qualquer voo ou fuga. Assim, os pássaros acabam morrendo no chão da floresta de forma lenta.
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Antes de avançar, moradores locais alertaram o turista. Eles disseram enfaticamente: “Não intervenha nas árvores que matam pássaros”. Essa regra protege o equilíbrio natural da região isolada.
Eles acreditam que interferir pode prejudicar o ecossistema local. Por isso, orientam os visitantes a apenas observar os fatos. O respeito à vida selvagem é a prioridade absoluta ali.
As árvores precisam desses animais para espalhar suas sementes. Quando as sementes grudam, elas viajam para longe com os adultos. Por isso, a planta sincroniza sua reprodução com a migração anual.
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Esse processo garante que novas árvores surjam em ilhas distantes. Além disso, os corpos em decomposição nutrem as raízes da planta. É uma adaptação evolutiva focada na expansão da espécie.
Contudo, cientistas questionam esse método de dispersão. Um estudo nas Seychelles revelou que muitas aves morrem. A pesquisa indica que cadáveres não ajudam tanto o solo local.
Na verdade, os dejetos de aves vivas são fertilizantes melhores. Portanto, a morte desses animais pode ser uma falha evolutiva. Esse fenômeno intriga pesquisadores que estudam o equilíbrio ecológico.
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