É muito comum as pessoas de todo o país comprarem as deliciosas balas pela internet / Carolina C./Facebook/Balas Banana Antonina
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Se você já desceu a Serra do Mar rumo ao litoral paranaense, certamente conhece aquele cheiro doce que invade o carro. É o perfume da Bala de Banana de Antonina, um patrimônio que atravessa gerações. Mais do que um doce, ela é um pedaço da história do Brasil, envolto em papéis coloridos que guardam o sabor exato da nostalgia.
Em 2020, a qualidade foi oficializada. O INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) concedeu o selo de Indicação Geográfica (IG) às balas de Antonina.
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Veja a galeria de imagens da bala no meio do texto
Tudo começou por uma necessidade prática. Na década de 1970, a região de Antonina e Guaraqueçaba tinha uma produção excedente de bananas que acabava se perdendo.
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Foi nesse cenário que surgiram os pioneiros, como o senhor João Siqueira Ferreira e, posteriormente, a família de Zeca Pantaleão. Eles transformaram a fruta madura em uma iguaria cozida lentamente, criando uma bala que não grudava no papel e tinha uma durabilidade incrível.
Em 2020, o reconhecimento final veio. O INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) concedeu o selo de Indicação Geográfica (IG) às balas de Antonina.
Isso significa que, legalmente, nenhuma outra bala no mundo pode dizer que é "de Antonina" se não seguir o método tradicional e usar as frutas daquela região específica.
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O processo é um exercício de paciência e tradição. Diferente das balas industriais repletas de corantes e gomas, a de Antonina preza pela pureza:
Se você for a Antonina, verá duas marcas dominantes que dividem o coração dos fãs:
Hoje, você não precisa viajar até o Paraná para garantir o seu pacote (embora a viagem valha a pena pelo visual da Estrada da Graciosa):
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Fontes: INPI (Indicação Geográfica), Prefeitura Municipal de Antonina e Sebrae-PR.