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Após cem anos, gigantes peludos retornam, viram 'ecologistas de quatro patas' e salvam florestas

Considerados 'ecologistas de quatro patas', os bisões são essenciais à vegetação das florestas do oeste da Romênia

Maria

Publicado em 26/03/2026 às 13:50

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Bisões reintroduzidos na Cordilheira de Tarcu, no oeste da Romênia, ajudam a recuperar florestas ao abrir espaços para novas plantas e espalhar sementes, aumentando a diversidade da vegetação / Freepik

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Eles são gigantes, peludos e estão desempenhando um papel fundamental na recuperação de florestas e ecossistemas: depois de quase um século "sumidos", os bisões retornaram às florestas do oeste da Romênia e têm permitido que a vegetação cresça até 30% em diversidade e volume, atuando assim como "ecologistas de quatro patas".

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A presença da espécie vem gerando ecossistemas mais ricos e equilibrados e seu retorno se deu graças a programas de conservação que impediram a sua extinção. 

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Com isso, sua reintrodução na Cordilheira de Tarcu é considerada um exemplo de recuperação da vida selvagem na Europa, segundo o portal Eco News.

Como os bisões contribuem para o ecossistema?

Os gigantes peludos modificam o ambiente naturalmente, mas de uma forma peculiar: ao pastar, pisotear e se mover, eles abrem espaços para novas plantas e espalham sementes, criando um mosaico de campos, arbustos e florestas jovens que favorecem a biodiversidade de múltiplas espécies.

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Além de restaurar as florestas, o bisão contribui também para combater as mudanças climáticas, já que sua atividade ajuda o solo a capturar grandes quantidades de carbono. Assim sendo, atuam como aliados naturais na regulação ambiental.

Considerados “ecologistas de quatro patas”, os bisões voltaram à natureza após quase um século e hoje contribuem para a restauração de ecossistemas e para a captura de carbono no solo. Divulgação

Nem tudo são flores

Entretanto, seu retorno também coloca desafios para as comunidades locais. O medo é que as plantações ou a pecuária sejam danificadas. Por isso, medidas como sistemas de alerta, compensação e educação comunitária têm sido implementadas para mitigar esses conflitos.

De toda forma, a presença de bisões abre oportunidades econômicas por meio do turismo de natureza. Este modelo sugere que a reintrodução de grandes herbívoros pode restaurar ecossistemas, apoiar as economias locais e servir como um guia para projetos semelhantes na Europa.

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