O ano era 1957. A cidade de Praia Grande ainda pertencia a São Vicente. Na madrugada de 4 de novembro, duas sentinelas do Forte de Itaipu passaram por uma experiência que entraria para a história da ufologia brasileira.
Por volta das 2h da manhã, os soldados de serviço avistaram duas luzes alaranjadas no céu se aproximando em alta velocidade. Um dos objetos teria descido sobre a fortaleza, pairando a poucos metros do solo. O que aconteceu em seguida foi descrito como uma onda de calor intensa vinda do objeto.
Os dois militares sofreram queimaduras de primeiro e segundo graus. Suas roupas ficaram danificadas pelo calor. Eles foram socorridos e hospitalizados. O objeto, segundo os relatos, tinha forma de disco e cerca de 30 metros de diâmetro.
O Diário do Litoral já publicou uma reportagem completa sobre o caso em maio de 2023, intitulada “Soldados são queimados por luzes misteriosas em noite de pânico em Praia Grande”, do repórter Jeferson Marques. A matéria detalha o ocorrido e destaca que a história segue sendo pesquisada até os dias de hoje pelos Estados Unidos.
O registro histórico
O caso foi documentado pela primeira vez em inglês pelo médico e ufólogo brasileiro Olavo Teixeira Fontes, na revista americana The Apro Bulletin, em setembro de 1959. O relato original descreve com detalhes a aproximação do objeto, a onda de calor e os ferimentos dos soldados.
Desde então, o Caso do Forte de Itaipu entrou para a lista dos principais casos de contato de segundo grau da ufologia mundial, classificação que envolve supostos contatos com evidências físicas.
Assista abaixo o vídeo de um morador de Itanhaém, também no litoral de SP, feito no começo do mês de junho, onde um grande objeto luminoso é visto no céu em região costeira:
O que mudou até 2026
Em junho de 2026, o caso completa 69 anos sem uma conclusão oficial. A Força Aérea Brasileira (FAB) nunca se manifestou formalmente sobre o episódio, e os arquivos militares sobre o ocorrido seguem sem acesso público confirmado.
Ufólogos brasileiros continuam pesquisando o caso. Em abril de 2026, o perfil Contato Imediato, especializado em ufologia, repercutiu o caso nas redes sociais com novas análises e comparou os relatos com outros avistamentos registrados no Brasil na mesma época.
O caso também ganhou repercussão internacional. Pesquisadores dos Estados Unidos já investigaram o episódio, incluindo-o em bases de dados de avistamentos de UAPs (Fenômenos Aéreos Não Identificados), termo usado atualmente pelo governo americano para substituir a nomenclatura OVNI.
Outros casos de OVNIs no litoral paulista
O litoral de São Paulo tem um histórico rico de episódios ufológicos não resolvidos. Em julho de 2025, o Diário do Litoral publicou um dos mais intrigantes casos da ufologia mundial, que aconteceu em São Vicente, cidade vizinha a Praia Grande. Um OVNI quase pousou na cabeça de pescadores na região.
O que dizem os especialistas
Para ufólogos que estudam o caso, o Forte de Itaipu é um dos pontos mais quentes da ufologia nacional justamente por envolver múltiplas testemunhas militares e evidências físicas (as queimaduras). Diferente de relatos isolados de civis, o caso tem o peso de ocorrer dentro de uma instalação do Exército Brasileiro, com soldados em serviço oficial.
A falta de posicionamento oficial da FAB e do Exército, no entanto, mantém o caso no campo dos mistérios não resolvidos. Em 2026, com o avanço das investigações americanas sobre UAPs e a desclassificação de documentos pelo Pentágono, ufólogos brasileiros renovaram o interesse em casos nacionais como o do Forte de Itaipu.
Fontes: Diário do Litoral (reportagens de 2023, 2024 e 2025), The Apro Bulletin (setembro de 1959), perfil Contato Imediato (abril de 2026), Space Paranoia, Vigília.
