Muito antes das mensagens instantâneas e dos aplicativos de celular, o telegrama foi uma das formas mais rápidas e eficazes de comunicação à distância. / Reprodução
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Muito antes das mensagens instantâneas e dos aplicativos de celular, o telegrama foi uma das formas mais rápidas e eficazes de comunicação à distância.
Utilizado principalmente entre o século XIX e grande parte do século XX, o serviço revolucionou a troca de informações, permitindo que notícias urgentes, comunicados oficiais e mensagens pessoais atravessassem cidades, países e até continentes em questão de horas.
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Os telegramas funcionavam a partir do telégrafo, equipamento que transmitia sinais elétricos por fios. Esses sinais eram codificados, geralmente por meio do Código Morse, sistema que representava letras e números com combinações de pontos e traços.
Ao chegar ao destino, a mensagem era decodificada por um operador e entregue ao destinatário em forma de texto impresso ou manuscrito.
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Por serem cobrados por palavra, os telegramas eram conhecidos pelo estilo direto e econômico. Frases curtas, sem artigos ou conectivos, eram comuns para reduzir custos.
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Expressões como “chego amanhã”, “notícia urgente” ou “meus pêsames” tornaram-se marcas desse tipo de comunicação, especialmente em situações que exigiam rapidez, como emergências familiares, decisões comerciais ou anúncios oficiais.
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No Brasil, o serviço de telégrafos teve papel fundamental no desenvolvimento das comunicações e na integração do território nacional.
A expansão das linhas telegráficas ajudou a aproximar regiões distantes e foi estratégica para o governo, para a imprensa e para o setor econômico. Por décadas, redações de jornais dependeram dos telegramas para receber informações de outras cidades e do exterior.