Antes do despertador: quem acordava as pessoas antigamente?

O despertador de celular é coisa recente; descubra a curiosa (e barulhenta) profissão que existia antes dele

Mulher dorme serenamente com o despertador bem ao seu lado

Mulher dorme serenamente com o despertador bem ao seu lado | Foto de Miriam Alonso/Pexels

Hoje, acordar é apenas um toque na tela. Mas, nem sempre foi assim. Antes da tecnologia facilitar (ou complicar) nossas manhãs, existia uma profissão que hoje parece cena de filme antigo: os Batedores de Janela.

Quem eram eles?

Nos séculos XVIII e XIX, na Inglaterra e Irlanda, o despertador mecânico era caro e pouco confiável. Por isso, os trabalhadores pagavam para que alguém garantisse que eles não perderiam o turno na fábrica.

O trabalho braçal do despertar

O batedor não usava apenas as mãos. Eles tinham ferramentas específicas:

  • Varas de bambu: Usadas para alcançar janelas em andares mais altos.
  • Bolinhas de gude: Alguns disparavam pequenas pedras (com cuidado) nos vidros das janelas dos clientes.
  • O “acordador” profissional: Eles só iam embora quando viam que o cliente realmente tinha levantado.

O paradoxo do batedor

A pergunta que não quer calar: Quem acordava o batedor de janelas? Muitas vezes, eles eram trabalhadores que já acordavam muito cedo, ou viviam em regimes de escalas. Em alguns casos, o “acordador” tinha um colega que batia em sua própria porta — uma rede de suporte humana em plena Revolução Industrial.

Curiosidade rápida: Essa profissão durou até bem depois do início do século XX, desaparecendo apenas quando os relógios mecânicos se tornaram acessíveis e populares o suficiente para substituir o esforço humano.

Na próxima vez que o seu alarme tocar, lembre-se: pelo menos você não precisa ouvir uma vara de bambu batendo na sua vidraça às 5 da manhã.