O caranguejo ferradura é uma espécie que habita a Terra há 450 milhões de anos e é considerada fundamental para a medicina moderna.
Essas criaturas já enfrentaram cinco extinções em massa e possuem sangue com coloração azul.
Este animal chama atenção de cientistas pela incrível capacidade de sobrevivência, porém, atividades humanas estão colocando essa espécie em risco.
Os caranguejos-ferradura conseguiram superar a extinção do Permiano-Triássico, responsável pela morte de cerca de 96% de todas as espécies marinhas da Terra.
A biologia robusta desse animal a sua adaptabilidade e sobrevivência mesmo em eventos extremos. Porém, eles podem não sobreviver à ação humana.
As criaturas têm amostras de sangue coletadas por pesquisadores, porém acabam ficando muito frágeis e morrem.
Além disso, a pesca e destruição dos habitats também colocam a espécie em risco.
Defensores do meio ambiente sugerem alternativas para evitar a extinção da espécie. A criação de substitutos artificiais ao sangue do animal, proteção do habitat onde eles põem os ovos, desenvolvimento de regulamentações mais rígidas para coleta das criaturas e campanhas de educação pública sobre as espécies.
Importância para medicina
O sangue azul do animal é resultado de uma proteína baseada em cobre que possui função parecida com a hemoglobina.
Esse sangue transporta oxigênio com muita eficiência pelo corpo do caranguejo, permitindo que eles prosperem na água.
O sangue tem propriedades antibacterianas, o que faz dele uma ferramenta indispensável para o Lisado de amebócitos de Limulus (LAL).
O LAL é um teste usado na detecção de endotoxinas bacterianas em vacinas e equipamentos médicos.
