A inteligência artificial, embora incrivelmente útil, não é um oráculo infalível. Existe uma nova forma de “analfabetismo” que impede usuários de questionarem suas respostas, gerando riscos inesperados para todos.
Ferramentas populares como o ChatGpt e DeepSeek, ao se parecerem tanto com seres humanos, enganam. Essa semelhança dificulta a percepção de que suas informações precisam de uma verificação criteriosa.
Compreender que a IA pode errar é o primeiro passo para um uso inteligente e seguro. A falha em desconfiar do que está escrito leva a decisões equivocadas e, muitas vezes, a grandes prejuízos.
Veja também o caso da empresa que voltou a contratar funcionários após substituí-los por inteligência artificial.
O mito do oráculo digital
Muitos encaram as IAs como entidades superiores, mas essa é uma percepção perigosa. O portal Xataka Brasil enfatiza que não saber perguntar direito ou verificar as respostas da IA é a essência do novo analfabetismo.
A complexidade do seu funcionamento leva à crença de que elas sempre acertam. Entretanto, as inteligências artificiais são apenas interfaces que facilitam cálculos rápidos, transformando perguntas em processos matemáticos.
Como a IA realmente funciona
As IAs convertem perguntas e pedidos em dados numéricos, processando-os em data centers gigantescos para gerar respostas matemáticas. Isso demonstra que elas são ferramentas computacionais avançadas, não seres pensantes.
Por exemplo, os modelos de difusão de imagem realizam cálculos de centenas de dimensões, superando a capacidade humana. Mas, é justamente nessa complexidade que residem as maiores chances de ocorrência de erros.
Especialistas, inclusive, mostraram ao Diário como usar Inteligência Artificial para impulsionar negócios.
Evite o sedentarismo intelectual
Deixar todas as decisões e pensamentos para a máquina pode criar um “sedentarismo intelectual”, conforme alerta Antonio Ortiz, especialista em inteligência artificial. O risco é perdermos a capacidade de pensar por nós mesmos.
Empresas também sofrem prejuízos quando processos automatizados não são supervisionados por profissionais competentes. É vital ter alguém que entenda a IA para conferir os erros, prevenindo falhas graves no negócio.
