Imagens inéditas mostram como espécies diferentes se unem para encontrar presas / Reprodução YT/NPG Press
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Cientistas utilizaram equipamentos avançados para registrar um comportamento surpreendente nas águas canadenses.
O monitoramento revelou que orcas e golfinhos, que normalmente não interagem de forma amigável, estavam trabalhando em conjunto.
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Essa descoberta abre novas portas para entender a inteligência desses animais em situações de escassez.
Embora pertençam à mesma família, esses animais raramente colaboram na natureza. Muitas vezes, os golfinhos evitam as orcas por medo de se tornarem presas fáceis.
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No entanto, algumas populações de orcas focam apenas em peixes, o que permite uma aproximação segura. Esse cenário facilitou a interação observada recentemente por pesquisadores na costa canadense.
A equipe de pesquisa concentrou seus esforços na região da ilha de Vancouver. Eles utilizaram drones e sensores de alta tecnologia para monitorar o grupo de orcas residentes.
Os dados mostraram que os animais realizavam mergulhos coordenados em busca de salmão. Surpreendentemente, os encontros entre as duas espécies ocorreram de forma frequente e organizada.
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Durante a busca, cada espécie parece desempenhar um papel fundamental no sucesso da caça. As orcas utilizam possivelmente a ecolocalização apurada dos golfinhos para localizar peixes no escuro.
Dessa forma, elas conseguem detectar o salmão-rei com muito mais rapidez e precisão. Em troca, os golfinhos aproveitam a força das orcas para acessar presas difíceis.
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Após o sucesso na captura, os animais demonstram um comportamento de partilha muito curioso. As orcas consomem as partes maiores do salmão e deixam os restos para trás.
Portanto, os golfinhos conseguem se alimentar de pedaços que seriam impossíveis de obter sozinhos. Esse registro de aproveitamento mútuo é considerado algo extremamente raro pela ciência.
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Os pesquisadores notaram que as espécies se deslocavam de forma paralela pelo oceano. Elas agiam como se estivessem realizando uma varredura completa em toda a área.
As orcas ajustavam sua direção constantemente para acompanhar os movimentos dos golfinhos. Assim, o grupo mantinha uma formação eficiente para cercar os cardumes.
Alguns especialistas questionam se existe uma intenção real de ajudar ou apenas oportunismo. Existe a chance de os golfinhos estarem apenas praticando o furto de restos.
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Contudo, a coordenação observada sugere que existe um método por trás das ações. “Não conseguimos medir em que medida as orcas e os golfinhos se beneficiam dessa interação, mas, com base em nossas observações, vemos um resultado positivo para ambos os lados”, afirmou Sarah Fortune.
Essa inovação nas táticas de caça é fundamental para as orcas que correm risco de extinção. Elas precisam se adaptar rapidamente às mudanças constantes que ocorrem no ecossistema oceânico.
Em suma, a parceria mostra que a inteligência marinha floresce em momentos de dificuldade. Esses animais continuam a surpreender o mundo com suas alianças improváveis e eficazes.
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*Por Raphael Miras