Diário Mais

Caso Hytalo Santos: Como proteger crianças e adolescentes de conteúdos impróprios e perigos digitais

Segundo pesquisa, o controle parental é essencial para não apenas garantir a segurança digital de jovens, mas, simultaneamente, para averiguar os conteúdos consumidos

Maria Clara Pasqualeto

Publicado em 24/02/2026 às 15:37

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

Casos recentes, como o de Hytalo Santos e Israel Vicente, reacendem o alerta sobre a vulnerabilidade de crianças e adolescentes na internet / Unsplash/Yeon Li

Continua depois da publicidade

Os casos de crimes contra jovens estão cada vez mais comuns. Neste último domingo (22), a condenação do influenciador Hytalo Santos e seu marido, Israel Vicente, se tornou pública, visto que ambos estavam envolvidos na produção de conteúdo sexual com a participação de menores de idade. 

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Considerando casos de extrema seriedade que, muitas vezes, prejudicam vidas, a presença e controle parental se tornou um fator imprenscindível não apenas à segurança digital do público jovem, mas, simultaneamente, de modo a averiguar o conteúdo consumido pela internet, analisando se este é próprio ou não. 

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Caso Hytalo Santos: Como proteger crianças e adolescentes de conteúdos impróprios e perigos digitais

• Caso Hytalo Santos: como denunciar exploração sexual de crianças no Brasil

• Desafio do Paracetamol: O jogo mortal no TikTok que está levando crianças ao hospital

Aproveite e leia também: Cinco em cada seis vítimas são meninas: caso Hytalo Santos reforça urgência da denúncia

Segundo um artigo do Departamento para Ciência, Inovação e Tecnologia (DSIT) do Governo da Inglaterra, o controle e educação midiática devem começar desde cedo, conscientizando crianças que, durante a navegação na internet, há conteúdos impróprios ao consumo.

Continua depois da publicidade

Caso a conscientização não seja realizada, as consequências podem ser vastas, prejudicando até mesmo o desenvolvimento cognitivo da criança ou, em casos mais graves, colocando-a em riscos por interações com desconhecidos ou pessoas mal intencionadas. Abaixo, entenda os riscos do uso digital e atitudes parentais importantes à segurança infantil na internet.

Riscos à criança

Ainda segundo o estudo inglês, os perigos do uso descontrolado da mídia digital entre crianças não se estendem apenas ao contato com desconhecidos. Do mesmo modo, outros riscos incluem exposição a conteúdos agressivos, cyberbullying (bullying digital), golpes on-line, violação de privacidade e consumo de desinformação ou fake news. 

Em adição, dependendo do conteúdo digital consumido pelo jovem, isso pode impactar negativamente até mesmo fatores de desenvolvimento emocional e cognitivo. Segundo um artigo da Associação Americana de Educação Midiática (NAMLE), a mídia impacta o público infantil de diferentes formas, incluindo nas maneiras de interação com outras pessoas, realização de atividades acadêmicas, entre outras. De forma geral, tudo isso afeta a forma com que eles vivem e veem o mundo, positiva ou negativamente.

Continua depois da publicidade

O Diário fez, inclusive, uma matéria explicando como a utilização excessiva de dispositivos eletrônicos pode prejudicar crianças. Para acessá-la, basta clicar aqui.

Casos recentes, como o de Hytalo Santos e Israel Vicente, reacendem o alerta sobre a vulnerabilidade de crianças e adolescentes na internet. Unsplash/Yeon Li
Casos recentes, como o de Hytalo Santos e Israel Vicente, reacendem o alerta sobre a vulnerabilidade de crianças e adolescentes na internet. Unsplash/Yeon Li
Estudos do Governo da Inglaterra, apontam que a educação midiática deve começar desde cedo, orientando crianças sobre conteúdos impróprios. Unsplash/Budi Gustaman
Estudos do Governo da Inglaterra, apontam que a educação midiática deve começar desde cedo, orientando crianças sobre conteúdos impróprios. Unsplash/Budi Gustaman
Especialistas destacam que o diálogo aberto e a presença parental ativa são essenciais para formar crianças mais conscientes e seguras no ambiente virtual. Unsplash/Sherwin Ker
Especialistas destacam que o diálogo aberto e a presença parental ativa são essenciais para formar crianças mais conscientes e seguras no ambiente virtual. Unsplash/Sherwin Ker
Ferramentas como o Family Link permitem que responsáveis estabeleçam limites de horário, controlem downloads e acompanhem o uso de aplicativos. Unsplash/Frank Ching
Ferramentas como o Family Link permitem que responsáveis estabeleçam limites de horário, controlem downloads e acompanhem o uso de aplicativos. Unsplash/Frank Ching

Controle parental

De acordo com o artigo britânico, a presença parental é essencial não apenas à prevenção de riscos, mas, simultaneamente, à imposição de limites saudáveis na utilização de plataformas digitais. Esses controles podem ser físicos ou tecnológicos:

  • Controle físico: Ocorre quando o controle responsável remove o dispositivo fisicamente ou à força;
  • Exemplo - Uso de celulares permitido apenas durante um certo período de tempo (14h às 18h).
  • Controle tecnológico: É realizado quando o responsável impõe limites de utilização por meio de aplicativos ou senhas.
  • Exemplo - Recursos como o Family Link, do Google, definem limites claros de horários à utilização de dispositivos eletrônicos. Após isso, eles estarão impossibilitados de utilizar as plataformas.

Os aspectos incluídos no controle tecnológico, em específico, também constam nos seguintes:

Continua depois da publicidade

  • Restrição de aplicativos baixados / Necessidade de aprovação antes do download: Com isso, os responsáveis conseguem averiguar quais aplicativos são constatemente utilizados, evitando que a criança se exponha a conteúdos impróprios;
  • Revisão de solicitação de amizades: Esse fator não apenas impede que o jovem converse com usuários mal intencionados, mas, simultaneamente, evita perigos como cyberbullying;
  • Controle do Wi-Fi: Restringe o uso digital e acessibilidade, evitando riscos.

Além das restrições tecnológicas e físicas, a comunicação clara, responsável e bons exemplos também são fundamentais à educação midiática infantil, mostrando o que se deve e o que não se deve fazer digitalmente. 

*O texto contém informações dos portais GOV.UK, G1, NAMLE e Oxford Academic

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software