Infância é tempo de viver o mundo real, o equilíbrio hoje reflete no adulto de amanhã / Freepik
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A infância é uma etapa essencial ao desenvolvimento cognitivo e interpessoal de uma pessoa e, dependendo de experiências vividas durante esse período, pode impactar até mesmo a vida adulta. Segundo uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, cerca de 12% das crianças brasileiras de até cinco anos têm suspeita de atraso no desenvolvimento, não apresentando os comportamentos e habilidades esperados para suas faixas etárias.
O número pode parecer pequeno, mas é preocupante. Além disso, em uma época altamente tecnológica, as dificuldades do crescimento infantil não são encontradas apenas no Brasil: Segundo o jornal alemão Frankfurter Rundschau, pais de crianças estão publicando suas frustrações em relação ao uso infantil de dispositivos móveis, como celular, tablet, entre outros.
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No começo, parecia algo inofensivo. Muitos pais, inclusive, explicaram que permitiram o uso infantil de eletrônicos porque se sentiam sobrecarregados ou até mesmo como uma tentativa de "acalmar" a criança. Porém, não foi como o esperado.
Ainda de acordo com o jornal alemão, Paula Bleckmann, pedagoga e professora da Academia Alanus Hochschule, explica que o uso de telas acaba atrapalhando experiências fundamentais para o crescimento da criança.
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"Crianças pequenas não precisam de telas, mas de vida real – estímulos sensoriais, contato com pessoas de referência. Isso é o motor do crescimento neuronal, especialmente nos primeiros três anos de vida", explica.
Além dos malefícios ao desenvolvimento cognitivo que os eletrônicos podem gerar, a especialista também menciona que não se deve usá-los como forma de "recompensa" ou "punição" a uma criança. Isto é, o uso de aparelhos como forma de agradar crianças e até mesmo retirá-los para puni-las, que pode provocar crises de raiva ou semelhantes.
“O risco de um comportamento semelhante ao vício no futuro surge quando crianças são recompensadas ou punidas com tempo de tela”, finaliza.
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