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A Tilápia do Nilo é uma espécie africana que se adaptou a cidade; No entanto, além de ter a pesca proibida, o consumo do peixe pode ser tóxico
Estudos indicam que as Tilápias do Nilo encontradas em ambientes poluídos podem acumular metais como o cobre em seus órgãos internos / Nair Bueno/DL
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Frequentemente vistos nos canais da cidade, esses peixes "invasores" representam um perigo à saúde pública. Embora sejam animais de água doce ou estuarina, as Tilápias do Nilo, espécies vindas diretamente da África, se adaptaram ao ambiente dos canais.
Para a preservação do ecossistema e proteção da população, a Prefeitura de Santos implementou uma legislação que proíbe a pesca no local. O descumprimento da norma pode gerar multa de até R$ 500,00. Para mais informações sobre a norma, acesse uma matéria do Diário clicando aqui.
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Segundo pesquisa publicada na revista científica Acta Scientiarum Biological Sciences, as tilápias conseguem sobreviver o ano todo em ambientes poluídos. Contudo, quando habitam espaços insalubres, elas acumulam toxinas.
Um estudo apresentado no I Congresso Científico de Medicina Veterinária do Vale do São Francisco analisou espécimes juvenis e identificou processos de vacuolização no fígado, indicando alterações morfológicas e degeneração celular.
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As alterações são originadas devido ao excesso de cobre no fígado desses animais marinhos. O elemento se caracteriza como um micronutriente essencial; no entanto, quando presente em grandes quantidades, pode ser tóxico aos seres humanos, causando náuseas, vômitos, diarreias, entre outros sintomas.
Além dos metais pesados, artigos do Congresso Nacional de Educação (Conedu) alertam que a Tilápia do Nilo nesses ambientes pode hospedar bactérias como Aeromonas hydrophila, Streptococcus agalactiae e Flavobacterium columnare. Tais microrganismos são responsáveis por infecções graves, gastroenterites e até sepse (infecção generalizada).
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Ainda conforme o artigo da Conedu, os peixes podem vir a contrair doenças a partir do contato com outras espécies marinhas, pelo consumo de alimentos contaminados ou por estarem em um ambiente contaminado.
Um fator que ajuda na contração de doenças consiste na temperatura da água. Quando o espaço apresenta temperaturas entre 30 a 32º C, o peixe passa por um período de estresse térmico, aspecto contribuinte ao surgimento de bacterioses. Se a temperatura for maior que 32ºC, os riscos são ainda mais graves.
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Logo, o controle ambiental e a verificação contínua das espécies se tornam fundamentais para evitar perigos em potencial. Caso a água esteja contaminada, deve-se impedir a introdução de novos peixes.
*O texto contém informações dos Conedu e do site Even3