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O ecossistema marinho da Baixada Santista oferece um cardápio muito mais amplo que movimenta desde os grandes terminais industriais até o comércio bucólico pé na areia
A sardinha ocupa um papel social e econômico único / pixabay/makamuki0
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A captura do Robalo, com seu porte robusto e caraterísticas nobres, já é uma marca registrada da pesca artesanal e esportiva na região.
No entanto, o ecossistema marinho da Baixada Santista oferece um cardápio muito mais amplo que movimenta desde os grandes terminais industriais até o comércio bucólico pé na areia.
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Para entender essa dinâmica, conversamos com o biólogo Jorge Luis dos Santos, professor da Universidade Santa Cecilia (Unisanta), que detalha as espécies que são pilares da cultura local.
Se há um grupo que lidera a frequência no prato do santista, são as pescadas. Espécies como a amarela, cambucu e inglesa são capturadas em todo o litoral e se destacam pela versatilidade.
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“Possuem um sabor agradável, leve e que muitas vezes agrada muito o paladar e o gosto dos consumidores de uma forma geral e também esses da Baixada Santista”, explica o professor Jorge.
Já a sardinha ocupa um papel social e econômico único. Ao contrário das pescadas, sua captura é industrial, mas sua venda é das mais tradicionais.
O professor relembra o aspecto cultural desse peixe: “É um peixe importantíssimo no aspecto comercial e também nutricional. Lembra muito aquele carro com alto-falante: 'sardinha fresca, freguesa!', levando o peixe até a porta de casa”.
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Além do preço acessível, Jorge destaca a riqueza em ômega 3, tornando-a essencial na dieta regional.
Dica do editor: Peixe Robalo ganha destaque internacional e é presença forte na Baixada Santista.
Outro grupo de destaque são os mugilídeos, representados pelas tainhas e paratis. Com uma dinâmica de captura que remete às raízes da região, as tainhas surgem com força no final do outono e inverno.
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“Esses peixes são trazidos de uma forma rápida para comercialização ou muitas vezes vendidos na própria praia, gerando todo esse apelo mais bucólico e regional, com destaque para praias como Perequê, Santos e São Vicente”, pontua o biólogo.
Finalizando o grupo de elite, surgem as garoupas e badejos, conhecidos como "peixes de pedra". Pertencentes à família dos serranídeos, eles guardam semelhanças com o robalo tanto no valor comercial elevado quanto no contexto culinário especial.
Segundo Jorge, são as estrelas de pratos que exigem mais consistência: “São apreciados de forma destacada por aqueles que gostam de caldos, peixadas e outras receitas que acabam tendo essa importância”.
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Apesar da abundância, o professor Jorge faz um alerta crucial sobre a preservação. Todas essas espécies possuem regulamentações rígidas de captura, seja por tamanho, área ou época do ano (defeso).
“É importante essa informação ser passada para o público para que se respeite as leis ambientais e os aspectos de conservação”, adverte o professor.
Ele recomenda que consumidores e pescadores busquem informações atualizadas em órgãos como o Instituto de Pesca e o ICMBio para garantir que essas espécies continuem frequentando as mesas da Baixada Santista por muitas gerações.
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