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Além do Robalo: Conheça os peixes que dominam o paladar e a economia da Baixada Santista

O ecossistema marinho da Baixada Santista oferece um cardápio muito mais amplo que movimenta desde os grandes terminais industriais até o comércio bucólico pé na areia

Fábio Rocha

Publicado em 02/02/2026 às 17:15

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A sardinha ocupa um papel social e econômico único / pixabay/makamuki0

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A captura do Robalo, com seu porte robusto e caraterísticas nobres, já é uma marca registrada da pesca artesanal e esportiva na região.

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No entanto, o ecossistema marinho da Baixada Santista oferece um cardápio muito mais amplo que movimenta desde os grandes terminais industriais até o comércio bucólico pé na areia.

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Para entender essa dinâmica, conversamos com o biólogo Jorge Luis dos Santos, professor da Universidade Santa Cecilia (Unisanta), que detalha as espécies que são pilares da cultura local.

O reinado das pescadas e o vigor da sardinha

Se há um grupo que lidera a frequência no prato do santista, são as pescadas. Espécies como a amarela, cambucu e inglesa são capturadas em todo o litoral e se destacam pela versatilidade.

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“Possuem um sabor agradável, leve e que muitas vezes agrada muito o paladar e o gosto dos consumidores de uma forma geral e também esses da Baixada Santista”, explica o professor Jorge.

Já a sardinha ocupa um papel social e econômico único. Ao contrário das pescadas, sua captura é industrial, mas sua venda é das mais tradicionais.

O professor relembra o aspecto cultural desse peixe: “É um peixe importantíssimo no aspecto comercial e também nutricional. Lembra muito aquele carro com alto-falante: 'sardinha fresca, freguesa!', levando o peixe até a porta de casa”.

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Além do preço acessível, Jorge destaca a riqueza em ômega 3, tornando-a essencial na dieta regional.

Dica do editor: Peixe Robalo ganha destaque internacional e é presença forte na Baixada Santista.

Tainhas: O sabor das estações

Outro grupo de destaque são os mugilídeos, representados pelas tainhas e paratis. Com uma dinâmica de captura que remete às raízes da região, as tainhas surgem com força no final do outono e inverno.

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“Esses peixes são trazidos de uma forma rápida para comercialização ou muitas vezes vendidos na própria praia, gerando todo esse apelo mais bucólico e regional, com destaque para praias como Perequê, Santos e São Vicente”, pontua o biólogo.

A nobreza dos "Peixes de Pedra"

Finalizando o grupo de elite, surgem as garoupas e badejos, conhecidos como "peixes de pedra". Pertencentes à família dos serranídeos, eles guardam semelhanças com o robalo tanto no valor comercial elevado quanto no contexto culinário especial.

Segundo Jorge, são as estrelas de pratos que exigem mais consistência: “São apreciados de forma destacada por aqueles que gostam de caldos, peixadas e outras receitas que acabam tendo essa importância”.

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Sustentabilidade

Apesar da abundância, o professor Jorge faz um alerta crucial sobre a preservação. Todas essas espécies possuem regulamentações rígidas de captura, seja por tamanho, área ou época do ano (defeso).

“É importante essa informação ser passada para o público para que se respeite as leis ambientais e os aspectos de conservação”, adverte o professor.

Ele recomenda que consumidores e pescadores busquem informações atualizadas em órgãos como o Instituto de Pesca e o ICMBio para garantir que essas espécies continuem frequentando as mesas da Baixada Santista por muitas gerações.

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