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Além de ter pesca proibida, espécie exótica dos canais de Santos pode ser tóxica para consumo

Segundo estudo, os órgãos internos da Tilápia do Nilo possuem quantidades de cobre, elemento tóxico para seres humanos quando consumido em grandes quantidades

Maria Clara Pasqualeto

Publicado em 25/02/2026 às 14:15

Atualizado em 25/02/2026 às 14:59

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A Tilápia do Nilo, espécie originária da África, pode ser vista a olho nu em canais urbanos de Santos; porém, o ambiente poluído impacta diretamente sua qualidade biológica / Nair Bueno/DL

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Podendo ser vista a olho nu, a Tilápia do Nilo é uma espécie exótica da África que "invadiu" os canais de Santos. Segundo uma pesquisa da revista Acta Scientiarum Biological Sciences, esse tipo de peixe apresenta boas condições físicas durante o ano todo, mesmo em ambientes urbanos poluídos.

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Além disso, sua pesca é estritamente proibida e sujeita a multas de R$ 500,00. O Diário fez uma matéria explicando as normas municipais na cidade litorânea; para acessá-la, basta clicar aqui.

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No entanto, a espécie não apenas tem sua pesca desautorizada, mas, simultaneamente, seu consumo também pode ser tóxico aos seres humanos. Um estudo apresentado no I Congresso Científico de Medicina Veterinária do Vale do São Francisco analisou tilápias juvenis acondicionadas em aproximadamente 20 caixas plásticas.

Como resultado da pesquisa, foram notados processos de vacuolização (formação de vacúolos) nas amostras averiguadas, indicando potenciais alterações morfológicas, infecções e até mesmo degeneração (processo patológico nas células).

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A Tilápia do Nilo, espécie originária da África, pode ser vista a olho nu em canais urbanos de Santos; porém, o ambiente poluído impacta diretamente sua qualidade biológica. Nair Bueno/DL
A Tilápia do Nilo, espécie originária da África, pode ser vista a olho nu em canais urbanos de Santos; porém, o ambiente poluído impacta diretamente sua qualidade biológica. Nair Bueno/DL
Em Santos, captura da tilápia nos canais é proibida por lei e pode gerar multa de R$ 500. Wikimedia Commons/Rodriguezalonsosam
Em Santos, captura da tilápia nos canais é proibida por lei e pode gerar multa de R$ 500. Wikimedia Commons/Rodriguezalonsosam
Bactérias como Aeromonas hydrophila e Flavobacterium columnare podem estar presentes na espécie, elevando o risco de infecções. Wikimedia Commons/W.A. Djatmiko (Wie146)
Bactérias como Aeromonas hydrophila e Flavobacterium columnare podem estar presentes na espécie, elevando o risco de infecções. Wikimedia Commons/W.A. Djatmiko (Wie146)
Alguns estudos identificaram processos de vacuolização no fígado da espécie exótica, associados ao acúmulo excessivo de cobre. Wikimedia Commons/Bob Walker in Democratic Public of Congo in 1988
Alguns estudos identificaram processos de vacuolização no fígado da espécie exótica, associados ao acúmulo excessivo de cobre. Wikimedia Commons/Bob Walker in Democratic Public of Congo in 1988
 
Essas alterações são causadas pelo excesso de cobre no fígado dos peixes, um elemento que, quando presente de forma excessiva, pode ser tóxico aos seres humanos, causando potenciais náuseas, vômitos, diarreias, entre outros sintomas. 

Além disso, segundo um artigo do Congresso Nacional de Educação (Conedu), a espécie apresenta bactérias como Aeromonas Hydrophila, Streptococcus Agalactiae Flavobacterium Columnares, micro-organismos responsáveis por causar infecções, gastroenterite aguda e sepse. 

Prevenção de possíveis riscos

Ainda de acordo com a pesquisa do Conedu, esses peixes, na realidade, podem vir a desenvolver doenças a partir de contatos com outras espécies, pelo consumo de alimentos contaminados ou pelo simples fato de um ambiente estar insalubre. 

A temperatura elevada da água, entre 30 a 32º C, pode ser também um fator contribuinte à frequência do surgimento de bacterioses, visto que o peixe passa por um período de estresse térmico. Se a temperatura for maior que 32ºC, as chances de proliferação de doenças são ainda maiores.

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Portanto, o controle e verificação constante do ambiente que abriga essas espécies é fundamental. Além disso, caso haja a descoberta de que a água está contaminada, deve-se evitar a introdução de novos peixes. 

*O texto contém informações do Conedu e do site Even3

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