O responsável por afundar a embarcação será Tim Mullane, conhecido por ser um 'coveiro de navios' / Reprodução
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Com o objetivo de proporcionar maior biodiversidade marinha e servir como uma atração à mergulhadores, a cidade de Destin, na Flórida (Estados Unidos), está implementando uma operação inédita: O antigo navio transatlântico, com o nome 'SS United', será afundado em prol da criação do maior recife artificial do mundo inteiro.
E o responsável por isso será Tim Mullane, conhecido por ser um "coveiro de navios".
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Apresentando quase 300 metros de comprimento, a embarcação faz parte de uma iniciativa fundamental não apenas à preservação biológica, mas, simultaneamente, mostra-se uma forma de impulsionar a economia americana.
O líder desta ação é Tim Mullane, um ex-militar de 55 anos. Ele possui uma das profissões mais inusitadas do mundo: ganha a vida afundando embarcações gigantescas de forma planejada.
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Segundo ele, a iniciativa exige grandes habilidades e técnicas especializadas. Mullane e sua equipe de 30 pessoas trabalham há um ano neste projeto específico.
Com mais de duas décadas de experiência, o americano e sua equipe se autodenaminam de 'agentes funerários dos navios' e 'coveiros do mar'.
Segundo ele, afundar navios com esse propósito é um grande negócio no mercado atual dos Estados Unidos. Mullane e seu time estão realizando as preparações finais do gigante SS United.
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Para evitar danos ambientais ao máximo possível, neste momento, funcionários estão trabalhando para retirar qualquer tipo de resíduos ou toxinas presentes nos equipamentos antes de iniciar a operação.
A questão principal é fazer com que o navio afunde em posição de navegação no oceno. Este único fator pode garantir - ou não - o sucesso da operação.
Muitos não sabem, contudo, o SS United era um dos navios mais luxuosos da história americana. A embarcação foi inaugurada em 1952, transportando figuras mundialmente conhecidas como Marilyn Monroe, Walt Disney e até presidentes.
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No entanto, seu fim chegou em 1962, realizando a travessia entre a Europa e os Estados Unidos. Isso se deu, principalmente, pelo desenvolvimento da aviação comercial que 'substituiu' a engenharia naval
Apesar de anos que se passaram desde seu funcionamento, o gigante, surpreendentemente, ainda fica em primeiro lugar quando se trata da velocidade na travessia do Oceano Atlântico. Com uma média de 66 km/h, a embarcação conquistou a Fita Azul em sua primeira viagem.