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Adeus ao MDF: móveis viralizados que não estufam e duram décadas ganham as casas do mundo todo

Estruturas de alumínio e vidro ganham espaço em cozinhas e banheiros brasileiros ao oferecer durabilidade superior e imunidade ao mofo e cupins

Luna Almeida

Publicado em 31/03/2026 às 17:41

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Um dos problemas mais comuns em armários convencionais é o empenamento de portas grandes / Imagem gerada por IA

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O design de interiores no Brasil está passando por uma mudança silenciosa, mas definitiva, especialmente nas chamadas áreas úmidas da casa. Materiais que por décadas foram o padrão de mercado, como o MDF, começam a ceder lugar para composições de alumínio e vidro. 

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Essa migração não é apenas uma escolha estética, mas uma resposta tecnológica a problemas crônicos de manutenção em ambientes como cozinhas, lavanderias e banheiros, onde o contato com a água e a umidade é constante.

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Diferente dos painéis de fibra de madeira, que são hidroscópicos e tendem a inchar e esfarelar ao absorver líquidos, o alumínio e o vidro são materiais inertes. Na prática, isso significa que os armários podem ser lavados diretamente sem o risco de estufamento. 

Em regiões litorâneas, essa vantagem é ainda mais evidente, já que o alumínio com pintura eletrostática apresenta alta resistência à corrosão e aos efeitos da maresia, mantendo a integridade do móvel por décadas.

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Resistência estrutural

Por serem superfícies não porosas, o vidro e o alumínio impedem a proliferação de fungos Por serem superfícies não porosas, o vidro e o alumínio impedem a proliferação de fungos / Reprodução/Youtube

Um dos problemas mais comuns em armários convencionais é o empenamento de portas grandes, causado pelo peso do material e pela ação do tempo. O uso de perfis de alumínio estrutural resolve essa questão ao oferecer leveza combinada com alta rigidez mecânica. 

Essa estabilidade permite que arquitetos e designers projetem portas maiores e mais imponentes, que preservam o alinhamento e a funcionalidade sem a necessidade de ajustes frequentes nas dobradiças.

Além da durabilidade física, a questão da saúde e higiene tem pesado na escolha dos consumidores. 

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Por serem superfícies não porosas, o vidro e o alumínio impedem a proliferação de fungos, mofo e microrganismos, além de serem naturalmente imunes ao ataque de cupins. 

A limpeza dessas superfícies é simples e eficiente, exigindo apenas água e sabão neutro para manter o aspecto de novo, o que os torna ideais para ambientes que exigem assepsia rigorosa.

Veja também: Esqueça os tapetes: conheça a nova tendência de decoração para 2026

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Sustentabilidade

A vida útil prolongada reduz drasticamente a necessidade de substituições e reformasA vida útil prolongada reduz drasticamente a necessidade de substituições e reformas / Imagem gerada por IA

Embora o custo inicial de um projeto em alumínio e vidro possa ser de 30% a 50% superior ao MDF de alta linha, especialistas apontam que o investimento se paga no longo prazo. A vida útil prolongada reduz drasticamente a necessidade de substituições e reformas, tornando a escolha mais econômica com o passar dos anos. 

Do ponto de vista estético, vidros com acabamentos reflecta ou acidato conferem uma sofisticação contemporânea e sensação de profundidade aos ambientes.

Há também um ganho ambiental relevante nessa transição de materiais. Enquanto a reciclagem do MDF é limitada devido às resinas e colas utilizadas em sua fabricação, o alumínio e o vidro são 100% recicláveis e podem ser reutilizados infinitamente. 

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Assim, a nova tendência une a busca por uma casa mais prática e durável com um consumo mais consciente, transformando o mobiliário em um patrimônio que atravessa gerações sem perder a qualidade.

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