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Acidente espacial em 2019 pode ter levado vida indestrutível para a Lua

A ciência já comprovou que o vácuo do espaço não é capaz de matar esses animais multicelulares

Agência Diário

Publicado em 08/02/2026 às 10:46

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Os tardígrados são seres microscópicos menores do que um grão de sal / Picture Desk

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A Lua pode ter se tornado o lar de milhares de novos habitantes após um evento inesperado em 2019. Durante a missão da sonda israelense Beresheet, um acidente resultou no impacto da nave contra a superfície lunar. A bordo, viajavam milhares de tardígrados, organismos microscópicos que intrigam a comunidade científica mundial.

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Esses pequenos seres, conhecidos como "ursos-d’água", são famosos por sua resistência quase imortal. Eles conseguem suportar condições que exterminariam instantaneamente a maioria das espécies terrestres. Por esse motivo, pesquisadores levantam a hipótese de que muitos desses viajantes tenham sobrevivido ao choque e permaneçam intactos no solo lunar.

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Esses microrganismos conseguem sobreviver no vácuo do espaço / Thomas Shahan/Wikimedia Commons
Esses microrganismos conseguem sobreviver no vácuo do espaço / Thomas Shahan/Wikimedia Commons
Os tardígrados são conhecidos como os seres vivos mais resistentes do planeta / Brandon Antonio Segura Torres e Priscilla Vieto Bonilla/Wikimedia Commons
Os tardígrados são conhecidos como os seres vivos mais resistentes do planeta / Brandon Antonio Segura Torres e Priscilla Vieto Bonilla/Wikimedia Commons
Eles entram em um estado chamado criptobiose para resistir a condições adversas / DSparrow14/Wikimedia Commons
Eles entram em um estado chamado criptobiose para resistir a condições adversas / DSparrow14/Wikimedia Commons
Tardígrados suportam temperaturas extremas, do congelamento ao calor intenso / Darron Birgenheier/Wikimedia Commons
Tardígrados suportam temperaturas extremas, do congelamento ao calor intenso / Darron Birgenheier/Wikimedia Commons
Esses animais microscópicos habitam desde oceanos profundos até musgos e líquens / Dmitry Brant/Wikimedia Commons
Esses animais microscópicos habitam desde oceanos profundos até musgos e líquens / Dmitry Brant/Wikimedia Commons
Mesmo sem água por longos períodos, os tardígrados permanecem vivos / Brandon Antonio Segura Torres e Priscilla Vieto Bonilla/Wikimedia Commons
Mesmo sem água por longos períodos, os tardígrados permanecem vivos / Brandon Antonio Segura Torres e Priscilla Vieto Bonilla/Wikimedia Commons

O mistério da sobrevivência no vácuo

A ciência já comprovou que o vácuo do espaço não é capaz de matar esses animais multicelulares. Em 2007, diversos indivíduos foram enviados para a órbita da Terra e expostos diretamente à radiação solar intensa. Surpreendentemente, muitos retornaram vivos e saudáveis, tornando-se os únicos seres conhecidos com essa capacidade extraordinária.

Além disso, eles suportam temperaturas que chegam próximas ao zero absoluto e pressões esmagadoras. Certamente, essa indestrutibilidade coloca os tardígrados em um patamar biológico muito superior ao das baratas. Portanto, eles são os candidatos ideais para estudos sobre a vida fora do nosso planeta azul.

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O fenômeno da criptobiose e seus benefícios

O segredo dessa resistência reside na criptobiose, um estado onde o metabolismo é reduzido a quase zero. Nesse modo, o animal retira a água do corpo, encolhe e entra em uma hibernação profunda e protetora. Assim, ele consegue pausar o envelhecimento enquanto aguarda o retorno de condições ambientais favoráveis.

Inclusive, essa característica despertou o interesse da medicina para a preservação de tecidos e vacinas sem refrigeração. Os tardígrados também possuem proteínas que blindam seu DNA contra danos severos causados por radiações perigosas. No ecossistema, eles atuam como bioindicadores essenciais, sinalizando a saúde de ambientes aquáticos e terrestres.

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