O caso de Paul Baxter, de 47 anos, foi registrado pela revista científica British Medical Journal / Reprodução/Youtube/5 News
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Um carteiro de Preston, no Reino Unido, viveu uma descoberta inesperada após procurar atendimento médico por causa de crises persistentes de tosse. O que inicialmente parecia ser um possível tumor acabou se revelando algo bastante diferente: um pequeno cone de trânsito de brinquedo preso no pulmão há cerca de 40 anos.
O caso de Paul Baxter, de 47 anos, foi registrado pela revista científica British Medical Journal (BMJ) e chamou atenção pela raridade da situação.
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Fumante por muitos anos, Baxter procurou ajuda médica depois de passar cerca de um ano enfrentando mal-estar e episódios frequentes de tosse. Um exame de raio-X apontou uma massa incomum no pulmão, o que levou os médicos a considerar a possibilidade de um tumor.
A investigação continuou com uma broncoscopia, procedimento que permite observar diretamente as vias respiratórias.
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Foi nesse momento que surgiu a surpresa: o objeto era, na verdade, um pequeno cone de trânsito de cerca de um centímetro, semelhante aos usados em brinquedos da marca Playmobil.
Segundo Baxter, a equipe médica percebeu algo incomum durante o exame. “O médico disse que viu algo laranja. Eu não conseguia imaginar o que poderia ser”, relatou. Quando o objeto foi retirado, a reação no consultório foi de espanto e risadas.
O homem acredita ter inalado o brinquedo acidentalmente quando tinha sete anos de idade, época em que ganhou o conjunto de brinquedos.
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De acordo com os médicos, a presença prolongada do objeto no pulmão pode ser explicada pelo fato de o episódio ter ocorrido ainda na infância. Com o crescimento do organismo, o tecido das vias respiratórias teria se adaptado à presença do pequeno objeto.
A revista científica relata que o revestimento das vias aéreas provavelmente se desenvolveu ao redor do cone, o que permitiu que ele permanecesse ali por décadas sem causar sintomas graves.
Mesmo tendo enfrentado outros problemas de saúde ao longo da vida, como um episódio de pneumonia aos 18 anos e exames de imagem realizados posteriormente, o objeto nunca havia sido identificado.
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Somente quando as crises de tosse se tornaram frequentes é que a investigação revelou a presença do brinquedo.
Quatro meses após a remoção do objeto, Baxter já não apresentava os episódios de tosse que o levaram ao hospital e relatou melhora no desconforto respiratório.
O pequeno cone acabou se tornando uma lembrança curiosa da história. O carteiro decidiu guardá-lo em um pote de vidro que recebeu dos próprios médicos.
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“Não está na lareira, está no armário. Acho que vou guardá-lo para sempre e deixá-lo para meus netos”, contou.