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A vila de 6 mil moradores que guarda uma praia de água doce eleita a mais bonita do mundo por jornal

Saiba por que Alter do Chão foi escolhida a praia de água doce mais bonita do mundo pelo jornal The Guardian

Agência Diário

Publicado em 27/03/2026 às 22:06

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Praia de Alter do Chão se consagra como uma pérola do Norte / lubasi / Wikimedia Commons

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Sabe aquele lugar que parece um sonho, mas é real? Já sentiu vontade de largar tudo por uns dias e se perder em um paraíso de águas cristalinas? É assim que muitos se sentem ao descobrir Alter do Chão, uma pequena vila paraense que esconde cenários surreais. É um refúgio que mistura o calor do sol com o frescor do rio.

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Santarém abriga esse distrito encantador, que fica a apenas 37 quilômetros do centro urbano. Com cerca de seis mil moradores, o local conquistou fama internacional e o apelido carinhoso de Caribe Amazônico. Além disso, a vila é reconhecida oficialmente como um patrimônio imaterial do estado do Pará.

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Herança histórica com raízes europeias

O povoado começou sua trajetória oficial em março de 1626, sob o comando do português Pedro Teixeira. O nome curioso é uma homenagem carinhosa a uma vila medieval localizada no Alentejo, em Portugal. Antes dessa ocupação, a região era o lar ancestral dos índios Borari, que dominavam as margens do rio Tapajós.

Durante os séculos seguintes, missões religiosas jesuítas atuaram intensamente na catequização dos povos nativos locais. Essa mistura de influências moldou a identidade cultural única que observamos hoje na comunidade. Atualmente, o distrito preserva esse legado histórico enquanto recebe visitantes de todo o planeta.

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Espetáculo das águas e das areias

A paisagem desse paraíso santareno se transforma radicalmente dependendo da vontade do rio Tapajós. Entre os meses de agosto e janeiro, a vazante revela bancos de areia branca que formam praias inesquecíveis. É nessa época que surge a famosa Ilha do Amor, o grande cartão-postal da região.

Além do banho de rio, você pode explorar trilhas na Floresta Nacional do Tapajós para ver árvores gigantescas.

Alter do Chão é uma pequena vila paraense que esconde cenários surreais / Reprodução

Por outro lado, o período da cheia cria as florestas alagadas, perfeitas para passeios contemplativos de canoa. Cada estação oferece um espetáculo visual diferente para quem busca contato real com a natureza.

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Batida cultural do Festival Sairé

Se você gosta de cultura viva, precisa visitar a vila em setembro para conhecer a Festa do Sairé. Esta é considerada a manifestação cultural mais antiga da região Norte, unindo fé e tradições ancestrais. Durante cinco dias seguidos, o distrito para completamente para celebrar suas raízes com muita cor.

O ponto alto é o duelo artístico entre os botos Tucuxi e Cor-de-Rosa, que lembra os desfiles carnavalescos. Além do folclore, a programação inclui rituais religiosos católicos e o levantamento de mastros enfeitados com frutas. Certamente, é uma experiência emocionante que marca profundamente a alma de qualquer turista.

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Explosão de sabores amazônicos

A gastronomia local é um capítulo à parte e utiliza ingredientes frescos extraídos diretamente da natureza. Um dos pratos mais tradicionais é o peixe frito acompanhado de açaí puro e farinha d’água crocante. Além disso, o famoso tacacá servido em cuias é uma parada obrigatória no fim da tarde.

Não deixe de experimentar o pirarucu grelhado, conhecido como o gigante dos rios, que possui carne muito saborosa. Outra iguaria curiosa é o aviú, um camarão minúsculo que aparece em diversos caldos e farofas regionais. Esses sabores autênticos garantem uma jornada sensorial inesquecível por todo o paladar paraense.

Quando ir?

Para planejar sua viagem, é fundamental entender o ciclo das chuvas e o nível dos rios locais. Se o seu objetivo principal é curtir as praias de areia branca, prefira viajar no segundo semestre. Nesse período, o sol brilha forte e as temperaturas costumam variar entre os 25 e 35 graus.

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Contudo, se você prefere ver a vida selvagem nos igapós, os meses de fevereiro a julho são ideais. Embora chova mais, o cenário da floresta inundada é de uma beleza singular e muito repousante. Independentemente da escolha, a vila sempre reserva momentos de extrema paz para todos os seus visitantes.

Como chegar?

O acesso principal para esse destino encantador é feito através do aeroporto da cidade de Santarém. O terminal recebe voos diretos vindos de grandes capitais brasileiras, facilitando muito a logística da sua viagem. De lá, basta um trajeto de 45 minutos de carro ou van para chegar à vila.

Existem também opções para quem prefere chegar navegando pelos imensos rios Amazonas ou Tapajós. Dentro do distrito, a simplicidade impera e você pode fazer quase tudo caminhando ou pedalando calmamente.

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As pequenas embarcações locais, chamadas de rabetas, também são ótimas para acessar praias mais distantes.

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