A última elefanta em cativeiro na Argentina chega ao Brasil e encontra novo lar

A elefanta Kenya foi acolhida pelo Santuário Brasileiro de Elefantes (SEB), localizado no estado do Mato Grosso

Kenya vivia no Ecoparque de Mendoza, na Argentina

Kenya vivia no Ecoparque de Mendoza, na Argentina | SEB

A última elefanta mantida em cativeiro na Argentina chegou ao Brasil nesta terça-feira (09), encerrando um ciclo de mais de quatro décadas de confinamento. 

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A elefanta Kenya, de 44 anos, foi acolhida pelo Santuário Brasileiro de Elefantes (SEB), localizado no estado do Mato Grosso, onde agora poderá viver em um ambiente mais próximo do natural. A operação marca um importante passo na luta pelo bem-estar animal na América do Sul.

Kenya vivia no Ecoparque de Mendoza, na Argentina. Natural do continente africano, foi separada de sua mãe antes de completar cinco anos de idade. 

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Ela chegou à província de Mendoza vinda de um zoológico alemão aos quatro anos e, por ser considerada agressiva, passou a maior parte da vida isolada em uma ala restrita do antigo zoológico, que funcionava desde 1903 e, posteriormente, foi transformado em um parque de conservação da fauna e flora da região de Cuyo.

A transferência de Kenya para o Brasil foi resultado de um processo iniciado há sete anos. A complexa operação envolveu treinamentos graduais para exames veterinários e para que a elefanta se habituasse ao contêiner de transporte. 

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Ela permaneceu por cinco dias no equipamento que a trouxe em segurança até o SEB. O percurso total foi de mais de 3.600 quilômetros, passando pela Passagem Internacional Puerto Iguazú-Foz do Iguaçu.

Durante a travessia da fronteira, os caminhões tiveram que descartar a ração argentina que acompanhava a viagem, em conformidade com as normas sanitárias brasileiras. 

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O reabastecimento foi feito com frutas e vegetais frescos para garantir a nutrição de Kenya durante a parte final da viagem. 

O contêiner estava equipado com câmeras internas, permitindo que os tratadores acompanhassem seu comportamento durante todo o trajeto.

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Segundo Daniel Moura, biólogo e diretor do SEB, Kenya passará por um período de quarentena e observação para se adaptar ao novo habitat. O santuário planeja, em breve, integrá-la ao convívio com Pupy, outra elefanta africana que também veio da Argentina, em abril deste ano. 

A expectativa é que ambas possam compartilhar o espaço com tranquilidade e formar laços, o que não era possível nos antigos ambientes de cativeiro.

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Fundado em 2015, o Santuário Brasileiro de Elefantes conta com mais de 1.500 hectares de área cercada por vegetação nativa, oferecendo liberdade e cuidados contínuos para elefantes resgatados de zoológicos e circos. 

O local foi projetado para respeitar o ritmo e as necessidades dos animais, priorizando o bem-estar físico e emocional de cada hóspede.