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Psicologia aponta oito qualidades únicas de quem cresceu nas décadas de 1960 e 1970

Antigamente, sem respostas prontas, resolver problemas exigia experimentar; desse modo, errar era parte do caminho

Agência Diário

Publicado em 20/01/2026 às 12:56

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A psicologia costuma apontar oito qualidades recorrentes nesse grupo / Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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Mudanças de geração não aparecem só no jeito de falar ou consumir. Psicólogos observam que a infância e a juventude vividas nos anos 60 e 70 formaram um conjunto de habilidades mentais que, hoje, se tornaram menos comuns.

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O motivo está no contexto: sem internet, sem notificações e com mais convivência presencial, havia treino constante de atenção, paciência e resolução de conflitos. Ao longo do tempo, isso impactou resiliência e maturidade emocional.

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Assim, ao comparar comportamentos e rotinas, a psicologia costuma apontar oito qualidades recorrentes nesse grupo. A seguir, entenda como cada uma delas se conecta ao ambiente da época e por que chama atenção atualmente.

Mudanças de geração não aparecem só no jeito de falar ou consumir. Freepik
Mudanças de geração não aparecem só no jeito de falar ou consumir. Freepik
Psicólogos observam que a infância e a juventude vividas nos anos 60 e 70 formaram um conjunto de habilidades mentais que, hoje, se tornaram menos comuns. Freepik
Psicólogos observam que a infância e a juventude vividas nos anos 60 e 70 formaram um conjunto de habilidades mentais que, hoje, se tornaram menos comuns. Freepik
A realidade material era mais simples e, muitas vezes, mais estável.  Pixabay
A realidade material era mais simples e, muitas vezes, mais estável. Pixabay
Consequentemente, a satisfação não dependia de novidade constante. Pixabay
Consequentemente, a satisfação não dependia de novidade constante. Pixabay

Atenção sustentada por mais tempo

Sem estímulos competindo a cada segundo, focar era mais simples. Por isso, manter concentração em leitura, estudo ou trabalho manual por longos períodos fazia parte da rotina, e não exigia esforço extra para “desligar” distrações.

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Além disso, a atenção contínua ajuda a formar memória e pensamento crítico. Quando o retorno não era imediato, a pessoa aprendia a tolerar frustração e a seguir adiante, em vez de trocar de tarefa a todo instante.

Expectativas moderadas e menos ansiedade por consumo

A realidade material era mais simples e, muitas vezes, mais estável. Desse modo, as expectativas sobre conforto e status ficavam mais ajustadas, com menos pressão para trocar itens o tempo todo ou correr atrás da tendência do momento.

Consequentemente, a satisfação não dependia de novidade constante. Isso tende a favorecer bem-estar e reduzir comparação social, já que o “padrão” não era definido por uma vitrine digital atualizada a cada minuto.

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Tolerância ao desconforto sem transformar tudo em urgência

Naquela época, nem todo incômodo virava emergência. Por isso, era comum suportar desconfortos pequenos com calma, avaliando o problema com mais proporção antes de reagir, o que fortalece regulação emocional.

Como resultado, decisões sob pressão podem sair menos impulsivas. A habilidade de manter a cabeça no lugar diante de contratempos também ajuda a reduzir ansiedade, porque o corpo não entra em “alerta máximo” o tempo todo.

Crença prática de que esforço faz diferença

O cotidiano reforçava que disciplina e constância entregam resultado. Assim, estudar mais, praticar e insistir eram atitudes diretamente conectadas a melhorar, sem a sensação de que tudo depende de fatores fora do controle.

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Além disso, esse padrão tende a formar adultos autônomos e responsáveis. Quando a pessoa associa conquista ao próprio empenho, ela ganha confiança para encarar desafios, ajustar rotas e manter a persistência quando algo falha.

Paciência com recompensas que demoram

Recompensas não chegavam “na hora”. Desse modo, planejar, esperar e conquistar etapas era parte do processo, o que treina tolerância à frustração e reduz o impulso de abandonar um objetivo por falta de retorno imediato.

Consequentemente, a pessoa aprende a lidar melhor com expectativa. Esse treino pode impactar autocontrole e escolhas de longo prazo, porque reforça a ideia de que resultado consistente costuma exigir tempo e continuidade.

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Conflitos enfrentados presencialmente

Discussões e conversas difíceis aconteciam mais no olho no olho. Por isso, a habilidade de negociar, ouvir e responder em tempo real era exercitada com frequência, fortalecendo empatia e comunicação assertiva.

Ao mesmo tempo, esse contato reduz ruídos típicos de mensagens curtas e interpretações apressadas. Sustentar diálogos desconfortáveis sem fugir do assunto ajuda a construir acordos e a evitar mal-entendidos que viram bola de neve.

Decisões com mais distância emocional

Muitas pessoas aprenderam a não agir no calor da emoção. Assim, respirar, pensar e separar sentimentos de escolhas práticas virava uma estratégia para evitar arrependimento e conflitos futuros, especialmente em decisões importantes.

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Por isso, o comportamento fica menos reativo. Essa regulação emocional protege contra impulsividade e favorece autonomia, já que a pessoa escolhe com mais consciência do impacto da decisão, e não só pelo que sente no momento.

Resiliência construída por tentativa e erro

Sem respostas prontas, resolver problemas exigia experimentar. Desse modo, errar era parte do caminho, e a superação independente criava um senso de competência que fortalece confiança, persistência e tolerância ao fracasso.

Consequentemente, a resiliência se apoia em experiência real. A pessoa aprende fazendo, ajusta o que não funciona e segue, o que costuma aumentar a capacidade de adaptação em ambientes incertos e desafios do cotidiano.

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Em uma frase: as oito qualidades

  • foco e concentração
  • expectativas moderadas
  • calma diante do desconforto
  • valorização do esforço
  • paciência com recompensas
  • conflito resolvido cara a cara
  • decisão com regulação emocional
  • resiliência por tentativa e erro

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