A tradicional Meca Santista é muito nutritiva, saborosa e virou patrimônio da cidade / Imagem meramente ilustrativa
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Se você perguntar a um morador raiz de Santos qual é o melhor corte para um almoço especial de domingo, a resposta pode te surpreender: a carne não vem do pasto, vem do oceano. Conhecida carinhosamente na região como a "picanha do mar", a meca é um peixe de águas profundas com uma textura tão suculenta, firme e rica em gordura boa que faz muita gente esquecer completamente do tradicional (e caro) salmão.
Para quem visita o litoral paulista ou até mesmo para os moradores que ficam presos na rotina de sempre comprar pescada ou tilápia, a meca é um tesouro gastronômico muitas vezes ignorado nas peixarias. Mas a sua importância para a cidade é tão grande que ela virou lei.
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A fama da meca não é apenas conversa de peixeiro. De acordo com a Prefeitura de Santos, o prato "Meca Santista" foi instituído por lei municipal em 2005 como o prato turístico oficial da cidade, vencendo um concurso que envolveu dezenas de chefs locais.
Diferente dos peixes que desmancham na panela, a meca tem postas grossas e firmes. Ela suporta altas temperaturas, sendo perfeita para ir direto para a grelha ou churrasqueira sem despedaçar.
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Segundo especialistas em gastronomia caiçara, a meca rende muito. Uma única posta bem servida, acompanhada dos tradicionais risoto de pupunha e farofa de banana, alimenta facilmente duas pessoas.
A capa de gordura natural do peixe derrete durante o preparo, garantindo que a carne fique extremamente úmida por dentro, exatamente como o famoso corte bovino.
Na próxima ida ao Mercado de Peixes da Ponta da Praia, experimente pular a fila das espécies mais badaladas e pergunte pela "picanha dos mares". É a chance de levar para casa um pedaço da verdadeira identidade santista, pagando por um produto local, fresco e com qualidade de restaurante de alta gastronomia.
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