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Muito além das praias, o cume do Baepi exige preparo físico e planejamento; veja o guia completo com horários, segurança e os segredos para evitar os erros comuns
Com mais de mil metros de altitude, o Pico do Baepi é uma das formações mais emblemáticas do Parque Estadual / Imagem ilustrativa
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O verão em Ilhabela é sinônimo de praias lotadas e, frequentemente, de uma visão limitada para quem busca aventura nas alturas.
Quem já tentou subir o Pico do Baepi entre dezembro e fevereiro sabe: após horas de esforço, é comum encontrar o topo "fechado" pela cerração térmica. Mas, com a chegada do outono, o cenário muda drasticamente.
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O ar mais seco da estação abre a "janela de visibilidade" perfeita, tornando esta a temporada oficial para quem quer dominar o horizonte do Litoral Norte.
Com mais de mil metros de altitude, o Pico do Baepi é uma das formações mais emblemáticas do Parque Estadual de Ilhabela (PEIb).
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Não é uma caminhada leve: são cerca de 7,4 km (ida e volta) de ascensão íngreme através da Mata Atlântica preservada.
No outono, o clima é o maior aliado do trilheiro. Sem o calor extenuante de 30°C e a umidade opressiva do verão, o desgaste físico é menor, permitindo que o aventureiro foque na paisagem e não apenas na exaustão.
O grande trunfo desta época é a nitidez. No topo, a ausência da névoa de calor permite uma visão panorâmica de 360 graus que alcança:
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Todo o Canal de São Sebastião e a balsa.
A imensidão da Serra do Mar no continente.
Em dias especialmente claros, as silhuetas das montanhas de Ubatuba e o rastro do mar aberto ao leste da ilha.
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No outono, o clima é o maior aliado do trilheiro / Divulgação/PEIbReforçamos que a segurança e o planejamento são o que separam uma experiência épica de um incidente na mata:
No outono, os dias são mais curtos. O ideal é iniciar a subida impreterivelmente às 8h da manhã. Isso garante o retorno antes das 16h, evitando que você seja pego pelo crepúsculo dentro da mata fechada, onde a temperatura cai rapidamente.
A trilha fica dentro de uma Unidade de Conservação. É necessário fazer o agendamento prévio ou o check-in na sede do Parque Estadual.
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No outono, as vagas são mais fáceis de conseguir, mas a regra de preservação continua rígida.
O solo, embora menos lamacento que no verão, exige calçados com boa tração. O ar seco exige hidratação constante, leve ao menos 2 litros de água por pessoa.
Não se engane pela temperatura amena. Os borrachudos continuam ativos. O uso de repelente (especialmente os à base de citronela ou marcas locais) é indispensável para evitar o desconforto durante as pausas para fotos.
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