Se você tem em sua lavanderia um modelo "simples", com abertura por cima, parabéns: você é o novo padrão de luxo. / Imagem ilustrativa
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Esqueça aquelas máquinas de lavar imponentes com a porta de vidro na frente, cheias de painéis touch e luzes de LED.
Elas já foram o símbolo de modernidade e sofisticação em residências de alto padrão e catálogos de design. Mas, se você tem em sua lavanderia um modelo "simples", com abertura por cima (igual ao que sua avó usava), parabéns: você é o novo padrão de luxo.
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A tendência atual nos bairros mais ricos da Coreia do Sul não é uma invenção futurista, mas sim a "revanche" de um clássico: a clássica lavadora de carregamento superior (eixo vertical). E os motivos dessa mudança estão fazendo muita gente repensar suas compras de luxo.
Quem detalha essa reviravolta no mercado é Lee Seung-hoon, CEO da Good Day Care, uma empresa sul-coreana especializada na manutenção de aparelhos Samsung e LG há mais de 30 anos.
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Em entrevista, ele revelou que seus clientes de alto poder aquisitivo estão deixando de lado os modelos front-load (queridinhos dos arquitetos) e resgatando o tipo Tongdol, o nome coreano para o nosso modelo tradicional de eixo vertical e carregamento por cima.
A mudança não é um capricho estético passageiro, mas uma resposta a frustrações acumuladas. Embora os modelos de tambor frontal tenham conquistado o marketing de "modernidade" na última década, eles falham onde o consumidor mais precisa: desempenho real e durabilidade.
As falhas se tornaram visíveis, especialmente em residências maiores e com maior volume de roupas pesadas. Segundo os especialistas, os principais problemas acumulados são:
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Baixo desempenho com roupas pesadas: O tambor horizontal é péssimo para higienizar itens volumosos, como edredons, cobertores e jaquetas de inverno pesadas.
Custo de manutenção altíssimo: O conserto é frequentemente comparável ao preço de uma máquina nova.
Fracas no transporte: As peças internas são mais suscetíveis a danos durante mudanças.
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Risco de superaquecimento: Principalmente em modelos com função de secagem acoplada, existem relatos de até incêndios.
As falhas se tornaram visíveis, especialmente em residências maiores e com maior volume de roupas pesadas / Imagem ilustrativaConsideradas "ultrapassadas" por alguns, as lavadoras de carregamento superior (conhecidas nos EUA como top load), nunca perderam sua majestade em mercados como o Brasil. E agora, sua simplicidade e robustez estão sendo redescobertas pela elite tecnológica asiática.
O modelo de eixo vertical venceu a batalha por ser focado no desempenho, e não na aparência:
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Poderosas na limpeza: O eixo vertical e o volume de água garantem uma lavagem superior, especialmente para peças grandes e roupas de uso pesado.
Mais robustas e duráveis: Têm menos peças frágeis e duram mais tempo.
Fáceis e baratas de consertar: Tanto o valor de compra quanto a manutenção são mais acessíveis.
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Práticas: Têm recursos modernos, como a função de lavagem com fervura para esterilização profunda.
Lee Seung-hoon destaca que a eficiência com roupas de uso pesado se tornou a prioridade de seus clientes ricos, após anos focados apenas na aparência do eletrodoméstico.
Embora as máquinas de carregamento frontal ainda dominem os mercados da Europa e dos Estados Unidos (impulsionadas pelo apelo visual e eficiência energética), especialistas alertam que essa onda pode mudar.
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O aumento do uso de roupas pesadas e os custos elevados de conserto podem fazer com que a valorização da simplicidade e robustez, algo que o brasileiro nunca abandonou, volte a ser o padrão mundial.