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A invasão do peixe-leão que cresce mais no Brasil e ameaça tomar 60% do litoral brasileiro até 2034

Um estudo recente da Marine Environmental Research revela que não estamos apenas diante de uma nova espécie, mas de uma crise sistêmica que ameaça o equilíbrio ecológico

Fábio Rocha

Publicado em 03/02/2026 às 17:33

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O peixe-leão não é apenas um invasor, ele é uma máquina biológica otimizada / Tommaso Giarrizzo / Labomar-UFC

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O litoral brasileiro enfrenta uma ocupação silenciosa e altamente eficiente. O peixe-leão, um dos predadores mais letais e adaptáveis do planeta, rompeu as barreiras geográficas e agora avança sobre as áreas que deveriam ser os santuários da nossa biodiversidade.

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Um estudo recente da Marine Environmental Research revela que não estamos apenas diante de uma nova espécie, mas de uma crise sistêmica que ameaça o equilíbrio ecológico e a economia pesqueira do país.

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Triunfo do predador perfeito

O peixe-leão não é apenas um invasor, ele é uma máquina biológica otimizada. Sem predadores naturais em águas brasileiras e com um apetite voraz, ele encontrou o cenário ideal para um crescimento sem precedentes.

  • Gigantismo Brasileiro: Em Fernando de Noronha, os exemplares alcançaram quase 50 centímetros, superando o tamanho médio registrado em seu habitat original.

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  • Avanço Geográfico: O mapeamento de quatro anos já rastreou o animal do Amapá ao sul da Bahia, infiltrando-se em 18 unidades de conservação, incluindo parques nacionais e reservas biológicas.

Dica do editor: Peixe Robalo ganha destaque internacional e é presença forte na Baixada Santista.

Ameaça às redes de proteção

A projeção para a próxima década é alarmante. Modelos matemáticos indicam que, até 2034, o peixe-leão terá colonizado 60% das áreas marinhas protegidas do Brasil, chegando com força ao litoral Sudeste.

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  1. Impacto na Pesca: O professor Marcelo Soares, da UFC, destaca que o invasor consome cerca de 29 espécies nativas diferentes, destruindo o estoque pesqueiro que sustenta milhares de famílias artesanais.

  2. Risco à Saúde Humana: A invasão já atingiu manguezais no Ceará, expondo pescadores e marisqueiras a espinhos venenosos que causam desde dores intensas e febre até problemas cardíacos graves.

Resistência insuficiente

Embora arquipélagos como Fernando de Noronha mantenham brigadas de captura ativa, o esforço parece ser uma gota no oceano diante da taxa de reprodução acelerada das fêmeas, impulsionada pelas águas quentes e salinas do Brasil.

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O invasor não apenas sobrevive; ele prospera em uma velocidade que as políticas de conservação atuais ainda não conseguem acompanhar.

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