A ‘fuga’ da Lua: Entenda por que o satélite se afasta 3,8 cm por ano e como isso muda nossos dias

A distância entre o nosso planeta e o satélite natural não é a mesma, e esse fator pode impactar o mundo que conhecemos no futuro

A Lua se afasta da Terra cerca de 3,8 centímetros por ano, segundo medições feitas com tecnologia a laser

A Lua se afasta da Terra cerca de 3,8 centímetros por ano, segundo medições feitas com tecnologia a laser | Unsplash/Ganapathy Kumar

Embora não seja perceptível a olho nu, a Lua está se distanciando cada vez mais da Terra. Essa descoberta não é recente: na década de 1960, a missão Apollo instalou refletores na superfície lunar para medir essa distância com precisão.

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O experimento, denominado Lunar Laser Ranging Experiment (Experimento de Medição a Laser Lunar), permitiu calcular que, apesar da velocidade lenta, a Lua se afasta cerca de 3,8 centímetros por ano.

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O que causa esse distanciamento?

Segundo um artigo do Science Alert, isso tudo acontece, na verdade, por causa das marés.

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Elas surgem como resultado de uma diferença na força da gravidade ao longo de um objeto. Portanto, essa força faz com que os oceanos se moldem em ‘protuberâncias’: Uma aponta para a Lua e a outra para seu lado oposto. 

A verdade é que a força gravitacional da Lua não é uniforme: Ela fica 4% mais forte no lado da Terra, ou seja, onde há as marés. Em seu lado oposto, no entanto, é mais fraca.

À medida que a terra gira, essas protuberâncias nas marés se deslocam e continuam apontados para a Lua. Com isso, cria um ‘impulso’ que puxa a Lua ao centro da Terra, resultando em uma aceleração e no aumento de sua órbita.

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Um exemplo simples e prático mencionado: Pense em jogador de beisebol rebatendo um home run, quanto maior a velocidade em que a bola é acertada, mais alto ela sobe. E é exatamente os fatores de velocidade e impulsão que tornam esse distanciamento possível.

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Como isso afeta nosso planeta?

Devido ao aumento de sua órbita, a Lua ganha cada vez mais momentos lineares, o que, na Física, significa a multiplicação da massa de um corpo pela sua velocidade. No entanto, quem proporciona esses fatores à Lua é, na verdade, a própria Terra, fazendo com que a rotação de nosso planeta diminua.

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Em outras palavras, com o distanciamento lunar, o processo de rotação teresstre diminui. Essa troca deixa o dia ligeiramente mais longo.

Contudo, os efeitos são muito pequenos, o que não gera sinal de preocupação, visto que a mudança na distância é de apenas 0,00000001% por ano. Os eclipses, marés e dias de 24 horas continuarão por milhões de anos até chegar a pontos drásticos. 

O que pode acontecer no futuro?

Em um futuro bem, bem distante – cerca de bilhões de anos à frente -, a rotação terrestre poderá diminuir ao ponto que ela fique exatamente igual a da Lua. Ou seja, a duas levariam exatamente o mesmo tempo para realizar esse processo.

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Nesse ponto, o satélite natural deixaria de se afastar. Em consequência, a Lua seria visível apenas de um lado da Terra.

No entanto, isso não é garantido, considerando que o próprio Sol terá transformações daqui a milhões de anos, tornando-se uma gigante vermelha com potencial de destruir os oceanos, e até mesmo a própria Terra e a Lua.

*O texto contém informações dos portais CNBC Indonesia e Science Alert