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A cor que aparece quando fechamos os olhos não é preta e a ciência já deu um nome a ela

Descubra por que o cérebro humano interpreta a escuridão como um tom de cinza

Agência Diário

Publicado em 23/01/2026 às 09:10

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Saiba por que somos incapazes de enxergar o preto absoluto / Freepik

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Você já deve ter notado que, ao apagar as luzes do quarto, a escuridão absoluta parece não existir. Em vez de um preto profundo e perfeito, somos envolvidos por uma tonalidade acinzentada persistente. Certamente, essa experiência visual causa estranhamento, mas ela possui uma explicação científica fascinante e um nome próprio.

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Esse fenômeno é conhecido mundialmente como eigengrau. A palavra, de origem alemã, pode ser traduzida literalmente como "cinza intrínseco". Basicamente, o termo descreve a cor exata que o cérebro humano interpreta quando não há nenhuma fonte externa de luz alcançando a nossa retina.

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A origem dos estudos sobre o cinza intrínseco

A curiosidade sobre essa percepção visual não é recente e remete aos estudos do físico alemão Gustav Fechner. Ele foi o responsável por investigar como o corpo humano processa diferentes níveis de estímulos sensoriais. Através de testes rigorosos, ele mapeou os limites da nossa percepção visual.

Para alcançar esses resultados, Fechner utilizou uma técnica específica chamada de "Método dos Limites".

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Esse experimento permitiu identificar o ponto exato onde o ser humano começa a notar a luz. Consequentemente, ele provou que, mesmo no breu, nossos olhos detectam nuances de cinza que chamamos de eigengrau.

O papel das células e da proteína rodopsina

A explicação biológica para o fenômeno reside em células específicas chamadas cones e bastonetes. Essas estruturas são fundamentais para a nossa visão e dependem da proteína rodopsina para capturar fótons. Enquanto os cones processam as cores, os bastonetes são especialistas em detectar luz em ambientes escuros.

Ademais, os bastonetes continuam gerando pequenos impulsos elétricos mesmo quando as pálpebras estão fechadas.

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O cérebro recebe esses sinais constantes e os interpreta erroneamente como uma forma de luminosidade residual. Portanto, nossos olhos nunca se desligam totalmente, mantendo essa atividade elétrica que gera o tom acinzentado.

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