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Conhecida como 'Cidade Azul', Tubarão (SC) combina história marcada por uma tragédia natural, reconstrução urbana e um dos menores índices de violência do país
Com cerca de 117 mil habitantes, o município se consolidou como polo regional de serviços, educação e saúde, além de figurar entre as cidades mais seguras do país / Wikimedia Commons/Adrianoflorianopolis
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No sul de Santa Catarina, a aproximadamente de 133 quilômetros de Florianópolis, fica um município que carrega em seu nome uma referência histórica ligada aos povos indígenas da região.
Diferentemente do que muitos imaginam, o topônimo não tem relação com o animal marinho: a origem mais aceita remete à expressão tupi-guarani "Tuba-Nharõ", que pode ser traduzida como “pai feroz”, denominação usada para o rio que corta o município.
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Com cerca de 117 mil habitantes, Tubarão se consolidou como um polo regional de educação, saúde e serviços no sul catarinense, mantendo características de cidade média com infraestrutura urbana e qualidade de vida elevada.
Fundada oficialmente em 1870, o município se desenvolveu ao redor do rio que lhe deu nome e ganhou impulso econômico com a construção da Estrada de Ferro Donna Thereza Cristina, inaugurada em 1884.
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A construção foi fundamental para o escoamento do carvão mineral extraído na região, além de contribuir para a chegada de imigrantes europeus, especialmente italianos e alemães.
Quase um século depois, o mesmo rio que impulsionou o crescimento da cidade protagonizou a maior tragédia da história local. Em março de 1974, chuvas intensas elevaram o nível do Rio Tubarão, provocando uma enchente que resultou em 199 mortos e cerca de 60 mil desabrigados. Na época, o município tinha 70 mil moradores, no total.
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A água subiu mais de 10 metros, destruindo casas, interrompendo serviços e isolando completamente a cidade. Muitos resgastes tiveram de ser realizados por helicópteros, enquanto grande parte da população perdeu todos os bens.
Após a tragédia, Tubarão passou por uma reconstrução urbana completa. Obras de retificação do rio, melhoria da drenagem e novos sistemas de prevenção de enchentes foram implementados para reduzir riscos de novos desastres.
Mesmo após a catástrofe, Tubarão se consolidou pela segurança pública. Segundo o Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2025, elaborado pela empresa de dados imobiliários MySide, o município ocupa a 3ª posição no ranking nacional, apresentando 2,84 mortes violentas a cada 100 mil habitantes.
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Curiosamente, as duas primeiras colocações também pertencem a cidades catarinenses, sendo estas Brusque e Jaraguá do Sul.
Em relação à avaliação realizada, o ranking considera municípios com mais de 100 mil habitantes, utilizando dados oficiais do sistema de monitoramento de mortalidade do Ministério da Saúde e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Adicionalmente, os indicadores sociais ajudam a explicar o desempenho da cidade. Tubarão possui o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,796, um número considerado alto e que reflete bons resultados em educação, renda e saúde.
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Dentre as instituições locais de destaque estão a Universidade do Sul de Santa Catarina, um dos principais centros universitários do sul do estado, e o Hospital Nossa Senhora da Conceição, referência regional no atendimento hospitalar.
A economia do município catarinense é diversificada, sendo baseada principalmente nos setores de serviços, comércio, logística e educação. A cidade também mantém forte ligação histórica com a atividade ferroviária e o setor energético.
Os bairros locais - incluindo Centro, Dehon e Oficinas - concentram comércio, instituições universitárias e áreas residenciais tradicionais. A proximidade com o litoral é um grande diferencial da região, podendo ser um fator contribuinte à qualidade de vida dos moradores.
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Alguns destinos próximos incluem Laguna e Jaguaruna. Ambos os municípios ficam a menos de 35 quilômetros e são conhecidos pelas praias.
Já para aqueles que buscam turismo de natureza, a região também oferece acesso relativamente rápido à Serra do Rio do Rastro, considerada uma das estradas mais impressionantes do país. O acesso aéreo ocorre pelo aeroporto de Jaguaruna, enquanto a BR-101 conecta a cidade às principais regiões do estado.
O município apresenta clima subtropical úmido, típico do sul do Brasil. Os verões são quentes, com temperaturas próximas de 30 °C, enquanto os invernos são mais amenos, geralmente entre 10 °C e 20 °C.
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Essa variação favorece diferentes tipos de atividades ao longo do ano, desde visita às praias nas cidades próximas durante o verão até visitas às águas termais e museus no inverno.
*O texto contém informações do portal Correio Braziliense