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28 anos depois, Ronaldo Fenômeno revela a verdade sobre a Copa de 98 e o jogo contra a França

Em entrevista ao The Noite, no SBT, o ex-camisa 9 da seleção "chutou" teorias da conspiração para longe e levantou uma questão muito importante: a saúde mental

Jeferson Marques

Publicado em 24/03/2026 às 17:09

Atualizado em 24/03/2026 às 17:17

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Ronaldo Fenômeno falou sobre a final da Copa de 98 e sua convulsão / Youtube/ The Noite com Danilo Gentili

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Todo mundo lembra da cena: a final da Copa de 98 e o Brasil em choque com a notícia da convulsão de Ronaldo. Por anos, teorias da conspiração tentaram explicar o inexplicável. Mas, em entrevista recente ao The Noite, no SBT, o próprio Fenômeno trouxe a resposta mais humana e real possível: pressão emocional.

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"Clinicamente, não foi nada"

Ronaldo foi direto: os exames médicos não encontraram uma causa física. A convulsão, que ele descreve como uma "cãibra dez vezes mais forte", foi o limite de um jovem de 21 anos carregando a esperança de um país inteiro nas costas.

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Naquela época, não se falava em saúde mental no esporte. O atleta era visto como uma máquina, e o "pica de cachorro" (como ele brinca no vídeo) tinha que ser invencível. Mas o corpo não é uma máquina isolada da mente.

A lição para quem não é atleta

O relato de Ronaldo é um alerta para todos nós que vivemos no "modo performance":

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  • O corpo fala (ou grita): Quando ignoramos o estresse e a ansiedade, o corpo encontra uma saída, muitas vezes traumática.
  • Autoconhecimento é estratégia: O craque hoje defende que o acompanhamento psicológico é tão importante quanto o treino físico.
  • A vida vai além do CPF: Como ele mesmo disse, "a vida não é só a profissão da gente".

O legado do trauma

Ronaldo superou a convulsão e as lesões gravíssimas que vieram depois para ser campeão em 2002. Mas a maior vitória dele hoje talvez seja falar abertamente sobre sua vulnerabilidade.

Ele mostra que até os gigantes precisam de suporte emocional. E que admitir que a pressão é pesada demais não te faz menos "fenômeno". Te faz humano.

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