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24 anos depois: O que aconteceu com a mansão dos Von Richthofen e quem vive nela?

Lugar passou por reforma e novas cores tentam apagar o passado triste e sombrio de uma família tradicional

Jeferson Marques

Publicado em 25/02/2026 às 15:42

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Hoje o visual da casa está um pouco diferente do que em 2022 / Reprodução/São Paulo Antiga

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Localizada na Rua Zacarias de Góis, no bairro nobre do Campo Belo, em São Paulo, a mansão que foi palco de um dos crimes mais conhecidos do Brasil passou por uma transformação radical. Após anos de abandono e degradação, o imóvel hoje é quase irreconhecível.

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O objetivo dos novos proprietários foi claro: apagar o passado sombrio e transformar o endereço em uma residência comum, longe do "turismo macabro" que cercou o local por mais de duas décadas.

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O fim do abandono e a venda

Após o crime em 2002, a casa ficou fechada e foi alvo de pichações, vandalismo e mato alto. A disputa judicial pela herança entre Suzane e o irmão, Andreas, impediu qualquer movimentação por anos.

Em 2014, a Justiça concedeu a posse total a Andreas Von Richthofen, que vendeu o imóvel por cerca de R$ 1,6 milhão — um valor considerado baixo para a região na época, justamente devido ao estigma que a casa carregava.

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Reforma para "apagar" o passado

Os novos donos realizaram uma reforma pesada que mudou completamente a identidade visual da residência:

Muros altos: O muro baixo, que permitia ver o jardim e a fachada, foi substituído por uma estrutura alta e fechada.

Fachada moderna: O estilo original de tijolinhos aparentes e janelas brancas deu lugar a um design contemporâneo com tons sóbrios.

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Mudança de número: Para dificultar a localização por curiosos, o número da fachada foi alterado (originalmente era 191, passando a ser identificado como 232 após a reforma).

Como está a casa em 2026?

Atualmente, o imóvel funciona como uma residência particular discreta. O portão está sempre fechado e não há mais vestígios da arquitetura que estampou as capas de jornais nos anos 2000.

A vizinhança do Campo Belo, que por anos sofreu com o assédio da imprensa e de curiosos, hoje mantém um silêncio absoluto sobre o tema. Para quem passa pela rua, a casa é apenas mais uma mansão elegante de São Paulo, cumprindo o propósito de seus moradores de sepultar, de vez, a memória daquela noite de outubro.

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Fontes pesquisadas:

Levantamento de registros do IPTU e Prefeitura de São Paulo.

Reportagens de arquivo do Estadão e Folha de S.Paulo.

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Processo judicial de herança da Família Von Richthofen.

Registros imobiliários do bairro Campo Belo.

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