115 anos: pessoa mais velha do mundo diz o segredo para viver tanto e com qualidade

Para muitas pessoas pode ser um pouco chocante ouvir o que essa senhora tem a dizer, mas é de grande valor

Ethel Caterham, de 115 anos, revela segredo para se viver tanto

Ethel Caterham, de 115 anos, revela segredo para se viver tanto | Reprodução/Youtube

Imagine chegar aos 115 anos de vida lúcida, falando bem, com a memória falhando bem pouco e esbanjando simpatia? Estamos falando de Ethel Caterham, uma britânica que nasceu no sul da Inglaterra em 1909.

Natural de uma pequena e fria vila chamada Shipton Bellinger, Ethel disse que cresceu em um ambiente com muita simplicidade e a valorização das pequenas coisas, como se sentar com os pais para almoçar, brincar com os cachorros, correr nas ruas com os amigos etc.

Aos 18 anos ela decidiu se mudar para a Índia, onde trabalhou como babá, por três anos, antes de retornar à Inglaterra, casar e ter filhos. Também morou em Hong Kong e diz que viajar e conhecer novas culturas a deixam tranquila e feliz.

O segredo

Perguntada sobre o que ela apontaria como principal segredo para se viver tão bem até os 115 anos, Ethel Caterham foi categórica e gentil: nunca discuto com ninguém. Eu escuto e faço o que eu acho que tenho que fazer.

Algumas pessoas devem ter ficado impactadas com essa resposta, mas Ethel acrescentou que nunca viu vantagem para a sua saúde física e mental em ficar debatendo, discordando ou se estressando com outras pessoas. Ela se mantém fiel aos seus princípios e segue o que a sua conduta e moral pedem. Sem olhar para trás.

Centenas de artigos científicos assinados por psicólogos e psiquiatras renomados falam da questão de o quanto você gasta energias vitais em um conflito e como as suas capacidades cognitivas ficam comprometidas diante de situações de estresse crônico ou ansiedade duradoura.

Preservar a saúde física não se limita apenas a cuidar do corpo, mas também da mente. Cuidar da saúde mental é um dos pilares de quem pensa em viver muito e com boa saúde e disposição, e parece que o exemplo de Ethel Caterham veio para nos provar isso.