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Segundo psicóloga, é fundamental dividir os momentos de estudos e de utilização das redes sociais; caso contrário, o excesso de estÃmulos pode atrapalhar na obtenção de conhecimentos
A dificuldade de concentração tem se tornado um desafio cada vez mais comum entre estudantes brasileiros; dados indicam que 1 em cada 3 alunos apresenta problemas para manter o foco durante as aulas / Unsplash/Vitaly Gariev
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A concentração plena durante o perÃodo de estudos virou uma virtude rara, especialmente na geração atual. Segundo dados da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) e do Instituto Ayrton Senna, 1 em cada 3 estudantes apresenta dificuldades de focar durante o perÃodo de aulas.
Outro dado preocupante foi divulgado pela Pesquisa Nacional por Amostra de DomicÃlios (Pnad) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica (IBGE). De acordo com o levantamento, 1 em cada 4 jovens - com idade até 19 anos - ainda não concluiu o ensino médio; alguns, por motivos de abandono dos estudos.
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Considerando os problemas de concentração, bem como um desinteresse contÃnuo em estudar entre alunos brasileiros, a estratégia de aprendizado consiste em um fator essencial para deixar essas atividades menos estressantes ou entediantes, aumentando a capacidade de foco e, como resultado, a maior obtenção de conhecimento.
O Diário fez, inclusive, uma matéria explicando os possÃveis prejuÃzos da escrita digital ao processo de aprendizado. Para acessá-la, basta clicar aqui.
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O excesso de estÃmulos pode interferir diretamente no redimento escolar; especialistas apontam que o uso frequente de redes sociais e notificações constantes são fatores que podem prejudicar a concentração. Unsplash/Fajar Herlambang STUDIOConforme Anastacia Barbosa, psicóloga clÃnica, a geração atual cresce em um ambiente de estÃmulos acelerados. Portanto, essa questão pode gerar dificuldades quando é necessário se concentrar em uma única tarefa.
"Muitos jovens cresceram em um ambiente de estÃmulos muito rápidos. Isso faz com que a mente se acostume a mudanças constantes e recompensas imediatas. Quando precisam permanecer muito tempo em uma mesma tarefa, como uma aula longa ou uma leitura mais aprofundada, pode surgir inquietação ou dificuldade em sustentar o foco".
Apesar desse aspecto, a profissional destaca que a falta de foco não significa incapacidade, sendo algo que pode ser superado com o treinamento adequado.
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"Isso não significa incapacidade, a atenção é algo que pode ser treinado. Quando o jovem reaprende a sustentar esse tempo mais longo, ele começa a desenvolver algo fundamental: a capacidade de produzir pensamento próprio".
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Anastacia explica que há técnicas especÃficas para estimular a mente a assimilar conteúdos com mais facilidade.
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"Escrever resumos com as próprias palavras, explicar o que aprendeu para outra pessoa, revisar o material em diferentes momentos e estudar em blocos de tempo com pequenas pausas são estratégias eficazes; essas práticas fazem com que o conhecimento deixe de ser apenas consumido e passe a ser realmente pensado".
Estratégias simples podem ajudar estudantes a desenvolver o foco, como escrever resumos com as próprias palavras, revisar conteúdos em diferentes momentos e estudar em blocos de tempo, com pequenas pausas. Unsplash/Lisa McIntyreDo mesmo modo, a psicóloga ressalta que é fundamental estabelecer um equilÃbrio entre a realidade e o ambiente digital; em outras palavras, deve-se separar o tempo de utilização de redes sociais e os momentos de realização de atividades do cotidiano.
"A tecnologia é uma ferramenta importante de acesso ao conhecimento. O desafio não está na tecnologia em si, mas na forma como organizamos nossa atenção. Criar momentos protegidos de estudo, silenciar notificações e evitar distrações digitais durante esse perÃodo pode ajudar muito. O estudante pode utilizar recursos digitais para pesquisar e organizar conteúdos, mas precisa também preservar espaços de concentração, silêncio e continuidade", finaliza.
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*O texto contém informações dos portais G1, Folha de SP e Jovem Pan