Sexta-feira 13: Sorte ou azar?

Já para outras pessoas trata-se de um dia como outro qualquer, mas há quem diga que 13 é o número da sorte

Comentar
Compartilhar
04 MAR 201323h12

Apesar das crendices populares e superstições que recaem sobre as sextas-feiras 13, os tempos são outros. Há pessoas  que não acreditam que a data seja um prenúncio de mau agouro. Já para outras pessoas trata-se de um dia como outro qualquer, mas há quem diga que 13 é o número da sorte. “Sorte!”, respondeu o portuário aposentado, Eduardo Afonso, quando foi questionado sobre a data de hoje. “Digo que sexta-feira 13 é um dia de sorte sem medo de errar”, afirmou convicto o homem que se orgulha de seus 70 anos de experiência de vida.

Apesar da Era de Aquários — da busca pelo ocultismo — o ceticismo rompe tradições e desmistifica lendas que já influenciaram comportamentos. Algumas lendas foram criadas em torno da sexta-feira 13 atribuídas a acontecimentos ao longo da história da humanidade. Alguns mitos estão relacionados ao cristianismo. Em uma sexta-feira 13, Jesus Cristo teria sido crucificado, cinco mil cavaleiros templários teriam sido presos e condenados à morte sob a acusação de heresia contra a Igreja Católica no século 14. Na última ceia Jesus e os apóstolos somavam 13 pessoas, na véspera de sua captura. Já na Cabala, 13 é o número da transformação que pode ser para o bem ou para o mal.

Céticos ou não o que predomina nas pessoas é o pensamento positivo. “Eu acho que é um dia de sorte. Depende de quem acredita em superstições. Eu não acredito”, disse a estudante de jornalismo, Natália Geraldi. O aposentado, Inácio Corrêa Dantas, também não é supersticioso. “Sou católico, por isso não acredito nessas coisas. É só superstição”, afirmou. 

“Acredito que 13 é um número de sorte. Não acredito que sexta-feira 13 seja um dia de azar, mas uma superstição criada pela cultura americana. Não tem fundamento essa fobia, esse medo de azar que a data proporciona. É besteira!”, opinou a estudante de jornalismo, Natacha Guerrize. Já o universitário, Ocimar Campos Couto Filho, compartilha da mesma opinião da colega. “Acredito em muitas coisas, mas nisso não”.

Porém, nem todos são céticos. Para a universitária, Gabriela Cristina Moura Santos, hoje é dia de comemoração. “Eu e meu namorado comemoramos sete meses de namoro hoje e vai dar sorte, tenho certeza. O aniversário de um mês de namoro também caiu numa sexta-feira 13 e estamos felizes. Juntos até hoje”, declarou animada, Gabriela.

O número 13 também é sinônimo de felicidade para a farmacêutica, Valderez Loureiro. “Morei 20 anos numa casa de número de 13 e fui muito feliz lá. Acho que não é o número que vai dizer se a gente vai ter sorte ou azar, tudo vai depender de como conduzimos a nossa vida”. Mas a monitora, Selma Alves de Souza, que cresceu ouvindo sobre as lendas e superstições da sexta-feira 13, desafiou a própria sorte para acabar com todas as dúvidas. “Numa sexta-feira 13 eu passei mesmo debaixo de uma escada e estou viva e feliz, nada me aconteceu. Nesse dia eu saio de casa, bebo, como e trabalho normalmente. É só um dia comum e nada mais”, concluiu sorrindo a mulher que ousou e quebrou seus próprios mitos.