Renato Russo, líder da Legião Urbana, completaria 55 anos

Vítima de complicações decorrentes da aids, Renato tinha apenas 36 anos, mas já havia inscrito seu nome na história do rock nacional

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27 MAR 201515h23

Cantor e compositor que fundou a seminal banda de rock Legião Urbana, Renato Russo, que morreu em 11/10/1996, completaria 55 anos nesta sexta, 27.

Vítima de complicações decorrentes da aids, Renato tinha apenas 36 anos, mas já havia inscrito seu nome na história do rock nacional. Ele ocupava a 25.ª posição na Lista dos Cem Maiores Artistas da Música Brasileira da revista "Rolling Stone", em outubro de 2008. Homossexual assumido desde os 18 anos, ele jamais confirmou estar com a doença.

Com a Legião, Renato Russo, que nasceu no Rio, deixou oito álbuns de estúdio, cinco ao vivo e alguns lançados postumamente, além de vários contos, entre outros escritos.

Gravou também três discos solo e cantou com Erasmo Carlos, Cássia Eller, Herbert Vianna, Adriana Calcanhoto, Paulo Ricardo, Leila Pinheiro, Biquíni Cavadão, 14 Bis e Plebe Rude, entre outros. Uma das mais bem-sucedidas bandas do País em 14 anos de atividade, a Legião vendeu mais de 25 milhões de discos.

Renato Russo, que morreu em 11/10/1996, completaria 55 anos nesta sexta, 27 (Foto: Divulgação)

Em 1973, Renato e sua família foram morar em Brasília, e lá, em 1978, ele formou a banda Aborto Elétrico, na qual mostrava sua predileção pelo punk inglês. São desse período músicas como "Tédio", "Que País É Esse?" ou "Veraneio Vascaína".

Foi em homenagem ao inglês Bertrand Russell e aos franceses Jean-Jacques Rousseau e Henri Rousseau, que Renato Manfredini Júnior adotou o sobrenome artístico Russo e se tornou um mito para várias gerações de fãs da Legião, que o veneram como a um deus.

Sua trajetória inspirou filmes como "Faroeste Caboclo" (2013), dirigido por René Sampaio, e "Somos Tão Jovens" (2013), de Antonio Carlos da Fontoura. Em relação ao filme de Fontoura, fica claro que a "música de Russo esteve presente em fases agudas da história recente do Brasil e a comentou. Mesmo os que pensam que não conhecem sua música, acabam por reconhecê-la, pois em muitos momentos ela se tornou uma trilha sonora do País, tão em crise quanto o músico", como afirma o crítico do jornal O Estado de S.Paulo Luiz Zanin Oricchio.

À frente da Legião Urbana, Renato Russo e sucessos como "Pais e Filhos", "Eduardo e Mônica", "Geração Coca-Cola", "Tempo Perdido", "Eu Sei", entre outros, viraram objeto de culto de fãs de todas as idades.